NBW096 – Eleições Municipais Brasileiras e Eleição presidencial nos EUA 25/09/2016

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Nesta edição do podcast NBW falamos sobre as baixarias que estão rolando nas eleições municipais deste brasilsão. Tem candidato que está foragido da polícia e -ACREDITEM- está liderando as pesquisas de intenção de voto. Também falamos da eleição presidencial dos EUA, que tem nesta semana o primeiro debate entre os dois candidatos.

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Indicações da semana

Ulisses Neto

Who’s afraid of conceptual art

André Pontes

Instagram Gorillaz

Barata

The Senate Forecast is Live

Música de encerramento

Izzy Bizu – Naive Soul

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,
    Hoje quero fazer só uma pequena contribuição a respeito do comentário do Barata e do Ulisses sobre o Uber.
    Ambos tem toda razão ao dizer que não há como saber se o Uber realmente varia os preços conforme oferta e demanda ou usa essa desculpa para maximizar o lucro. Também tem razão quando afirmam que não há garantias de que, uma vez estabelecido e consolidado, ele comece a aumentar gradativamente os preços.
    Se qualquer uma dessas coisas acontecer (o que é chamado em inglês de “money on the table”), isso é um grande incentivo para surgir um concorrente para abocanhar esse dinheiro fácil. Especialmente porque o custo de se desenvolver outro aplicativo parecido, que conecte motoristas e passageiros, é extremamente baixo. Mas tem uma coisa que pode encarecer essa entrada de concorrentes: a regulamentação. Parece um contrassenso porque pensamos em regulamentação como forma de proteger o consumidor. Porém seu principal efeito é de encarecer (às vezes de forma muito significativo) o custo de entrada para novos players. Veja o caso do próprio Uber – grande parte do seu custo de operação arual se destina a combater a regulamentação do sistema atual de táxis no mundo todo e defender e indenizar os motoristas parceiros contra ações legais e agressões.
    Isso é evidenciado de forma mais nítida quando vemos que, em países onde há um ambiente menos regulamentado, já surgiram diversos concorrentes do Uber, coisa que no Brasil é mais difícil por causa de todo o custo de combater a regulamentação e o status quo vigente. E é importante lembrar que quem está perdendo com a entrada do Uber não são os motoristas de táxi (que podem, a qualquer momento, dirigir um Uber, como muitos inclusive fazem), mas os donos das licenças e as cooperativas.
    O risco está justamente na gana regulamentadora da sociedade e do estado brasileiro que, uma vez estabelecido, pode vir a fazer do Uber só uma nova forma de monopólio do transporte particular de passageiros.

    Além disso, essa história de que é preciso limitar a jornada ou estabelecer uma renda mínima para os motoristas é uma forma extremamente paternalista de tratar indivíduos como se eles não fossem capazes de escolher por si mesmos. Quando um jornalista, publicitário, lojista, médico ou qualquer outro profissional liberal trabalha as vezes 10, 12 horas por dia por livre iniciativa e vontade, quem tem o direito de dizer que isso é errado? Se algum motorista de Uber abusar da jornada e começar a atender mal ou colocar seus passageiros em risco, tenho certeza que o sistema de avaliação dos clientes será muito mais eficiente em tirá-lo de circulação do que o dono da licença do táxi ou a cooperativa.

    Desculpe o tamanho do comentário, mas achei importante esclarecer bem meu pensamento para não haver mal-entendidos.

    Grande abraço. Ótimo programa!

  • Eu, Mato Grosso e o Joca

    Um pequeno comentário en passant: a previsão arrojada de um dos camaradas aí sobre o 2o turno da prefeitura do Rio de Janeiro, que colocou taxativamente o Crivella contra Jandira em vez do Freixo, baseado em suas rigorosas análises científicas da curva de crescimento, se mostraram uma bela astrologia. Humildade vai bem em doses diárias.

  • Contar uma história legal pra vocês. Eu moro no Rio de Janeiro, mas minha família toda é de São José do Vale do Rio Preto, cidade de 20 mil habitantes da região serrana do RJ.

    E eleição municipal em cidade pequena é realmente uma grande Festa da Democracia. Cansei de ver e ir a churrascos pré e pós eleições realizados por candidatos a prefeitos e vereadores, por exemplo.

    Mas esse ano foi mais bizarro. Uma candidata, a Josélia da Serra, teve uma inovação no Jingle dela. Uma amiga criou uma musiquinha e mandou no grupo de whatsapp. A letra era “ENXISTEM TRES COISA: O AMOR E A AMIZADE…… JOSÉLIA DA SERRA 14.222”. Ainda tem mais algumas coisas no meio, mas o geral é isso. https://www.youtube.com/watch?v=-yJsOcLQFjo

    Alguém mandou esse audio pra outro grupo, pra outro, pra outro. Em pouco tempo todo mundo ouviu aquilo. Criaram versões em funk, forró e etc. https://www.youtube.com/watch?v=uioenqgyd_U // https://www.youtube.com/watch?v=Pg0F_psRUD4

    A candidata, que não é boba, botou a foto da mulher a frase “Existem três coisa: o amor e a amizade” no seu santinho. No domingo ela ganhou e saiu em uma saveiro pelo centro da cidade na carreata da vitória com a amiga que fez seu jingle cantando em alto e bom som a música.

    Além disso, o candidato a prefeito vencedor teve diferença de 59 votos pro segundo lugar. Ele é um contador e o vice dele trabalha no escritório dele. Eleições em cidade pequena é algo inacreditável de bom!

    Abrs,