NBW098 – PEC 241, liberdade de expressão, Eleições nos EUA e Brexit 17/10/2016

nbw098

Amigos do podcast NBW, nesta edição 098 você vai escutar a gente debatendo uns duzentos assuntos. Sério! Esquecemos um pouco as eleições, ufa!, mas não a política. Falamos de PEC 241, do governo Temer, Raquel Sheherazad, Lava Jato, Sérgio Moro, Donald Trump, Hillary….e, finalmente, apresentamos aquela carta curinga que temos no nosso jogo e utilizamos o melhor correspondente brasileiro em Londres, Ulisses Neto, pra falar dos rumos do Brexit. Ps. Não é autopromoção, quem escreveu este texto foi o André.

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Indicações da semana

Ulisses Neto

Crash: how computers are setting us up for disaster

André Pontes

Centrão: a nova força política

Barata

Não tem a indicação dele porque ele não mandou o link pro André. Podem reclamar com ele hahaha

Música de encerramento

Tim Maia – Over Again

  • Sobre o IPEA: até onde se sabe, a Fabiola Sulpino Vieira que pediu exoneração, não foi uma decisão da direção do instituto. Isso é ressaltado pelo fato do outro autor da NT nº 28, o pesquisador Rodrigo Benevides, continuar na instituição.

    Sobre o que o IPEA se tornou depois do governo Lula, compartilho esse trecho de um texto do g1:
    “Criado pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso em 1964, como um centro de pesquisa acadêmica independente, capaz de elaborar políticas públicas, o Ipea foi, até o segundo mandato do governo Lula, considerado absolutamente livre de interferências políticas. Na década de 1970, em pleno regime militar, o Ipea foi responsável por levantar a discussão sobre um tema incômodo, a desigualdade no Brasil. Mas nem os militares cercearam o trabalho dos pesquisadores. Desde 2008, contudo, multiplicam-se as acusações de caça-às-bruxas e viés ideológico nas pesquisas do Ipea. Naquele ano, foram afastados alguns dos maiores economistas do instituto, de capacidade reconhecida internacionalmente – entre eles Fábio Giambiagi, Armando Castelar, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende, Régis Bonelli (talvez o maior expecialista brasileiro em produtividade) e, pouco depois, o próprio pai das políticas de redução da pobreza, Ricardo Paes de Barros [NOTA DO COMENTADOR: o Paes de Barros é um dos maiores especialistas em desigualdade e educação do Brasil, reconhecido internacionalmente. Ele é o idealizador do Bolsa Família] . Houve uma mal-disfarçada perseguição a todos os classificados como “neoliberais”.”
    fonte: Texto “A caça às bruxas que sufocou o Ipea”, de Hélio Gurovitz no G1.

    O IPEA, antes de Lula, não só era uma instituição independente, como também era um local de livre debate. Os próprios pesquisadores faziam debates abertos sobre temas delicados de políticas públicas.
    Não sei se o IPEA vai perseguir quem for contra as medidas ao atual governo, mas o debate e contestações no próprio instituto não é, até o momento, sinal disso.

    Convido vocês a lerem o texto divulgado pela direção sobre o NT nº 28. Só pesquisar “O impacto do Novo Regime Fiscal para o financiamento da saúde” no google.
    Em nenhuma momento há censura ou desqualificação dos autores da NT, são apontados apenas fragilidades do estudo. A censura aconteceria se a NT não fosse publicada ou retirada do ar.

    (tirei os links dos textos referenciados porque o diqus está acusando spam)

  • Highlander

    Saudações!!!

    Gostaria de comentar a forma irritante que alguém (não cliquei no link pra saber quem estava por trás disso) promoveu a PEC do teto dos gastos públicos. Não sei quanto tempo ficou no ar e nem se continua até hoje, mas o que eu vi foi na última sexta-feira (dia 14). Tratava-se de um banner gigante (vai, que seja, relativamente grande) com um texto mais ou menos assim: “Quem é contra a PEC 241 é contra o Brasil”. Minha primeira reação: “Vai se f*!!!! Vai TNC!!!” Sério, quem usa esse argumento já perdeu a razão. Antes eu até podia ser a favor, mas só por causa disso vou ser contra!! Esse banner maldito apareceu pra mim no portal do UOL, em um site de tecnologia e um site sobre automobilismo. Na verdade esses sites foram os únicos que eu entrei naquela sexta-feira, mas não duvido que o dito cujo apareceria em mais um monte de sites de diversos assuntos totalmente desconexos entre sei. Vou ficar por aqui pra não ficar ainda mais irritado com tudo isso porque esse extremismo que estamos vivendo atualmente no Brasil (talvez no mundo) já está ficando insuportável pra mim…

  • Filipe Americo

    A PEC 241 não é a ideal, mas é ok.

    Ela não “corta” a verba da saúde e da educação.

    Ela limita o crescimento da despesa total real. Se quisermos aumentar o dispêndio com saúde e a educação, teremos que cortar em outras áreas.

    Se não fecharmos este déficit, os juros cobrados pra emprestar pro Brasil serão cada vez mais altos, aumentando ainda mais o mesmo.

    Muito provavelmente teremos que “imprimir” dinheiro, gerando inflação. Isso que aconteceu na crise do petróleo da década de 1980.

    Temos duas soluções: limita os gastos ou inflação.

  • Sobre o IPEA: até onde se sabe, a Fabiola Sulpino Vieira que pediu exoneração, não foi uma decisão da direção do instituto. Isso é ressaltado pelo fato do outro autor da NT nº 28, o pesquisador Rodrigo Benevides, continuar na instituição.

    Sobre o que o IPEA se tornou depois do governo Lula, compartilho esse trecho de um texto do g1:
    “Criado pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso em 1964, como um centro de pesquisa acadêmica independente, capaz de elaborar políticas públicas, o Ipea foi, até o segundo mandato do governo Lula, considerado absolutamente livre de interferências políticas. Na década de 1970, em pleno regime militar, o Ipea foi responsável por levantar a discussão sobre um tema incômodo, a desigualdade no Brasil. Mas nem os militares cercearam o trabalho dos pesquisadores. Desde 2008, contudo, multiplicam-se as acusações de caça-às-bruxas e viés ideológico nas pesquisas do Ipea. Naquele ano, foram afastados alguns dos maiores economistas do instituto, de capacidade reconhecida internacionalmente – entre eles Fábio Giambiagi [um dos economistas mais influentes do país], Armando Castelar, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende, Régis Bonelli (talvez o maior expecialista brasileiro em produtividade) e, pouco depois, o próprio pai das políticas de redução da pobreza, Ricardo Paes de Barros [NOTA DO COMENTADOR: o Paes de Barros é um dos maiores especialistas em desigualdade e educação do Brasil, reconhecido internacionalmente. Ele é o idealizador do Bolsa Família] . Houve uma mal-disfarçada perseguição a todos os classificados como “neoliberais”.”
    fonte: Texto “A caça às bruxas que sufocou o IPEA”, do Helio Gurovitz no G1.

    O IPEA, antes de Lula, não só era uma instituição independente, como também era um local de livre debate. Os próprios pesquisadores faziam debates abertos sobre temas delicados em políticas públicas.
    Não sei se o IPEA vai perseguir quem for contra as medidas ao atual governo, mas o debate e contestações no próprio instituto não é, até o momento, sinal disso.
    Convido vocês a lerem o texto divulgado pela direção sobre o NT nº 28. Só pesquisar “O impacto do Novo Regime Fiscal para o financiamento da saúde” no google.
    Em nenhuma momento há censura ou desqualificação dos autores da NT, são apontados apenas fragilidades do estudo. A censura aconteceria se a NT não fosse publicada ou retirada do ar.

    [retirei o links referenciados porque o disqus está acusando spam]

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra!,

    Gostei dos comentários do Gustavo sobre o IPEA e do Filipe sobre a PEC 241, sem mais a acrescentar.

    Na verdade no ramo da economia não há muita dúvida de que é muito menos danoso principalmente para os mais pobres cortar gastos públicos em momentos de crise do que aumentar impostos. O grande problema, como muito bem frisou o Filipe, não é falta de recursos em si (pois essa escassez sempre há), mas as priorizações e escolhas na aplicação desses recursos (incluindo aí o mau uso ineficiente).

    Porque não aumentar impostos sobre grandes fortunas? Porque não aumentar os impostos das grandes empresas? Porque não tirar dos ricos o que falta para completar o caixa?

    Muito simples, porque não é possível. Grandes fortunas, no momento em que o imposto sobre elas passa a ser visto como abusivo, fogem do país imediatamente em busca de países mais amigáveis, ávidos por atrair investimentos (concorrência entre Estados também existe e é muito acirrada). Aumentar (ainda mais) os impostos de empresas terá dois efeitos principais: deixar os produtos brasileiros mais caros (quando as empresas conseguirem repassar) ou causar desemprego (por corte de gastos ou porque algumas empresas acabam deixando de ser viáveis). A questão aqui não é moral, é só pragmática. Além do mais, isso seria um desestímulo enorme para atrair investimentos estrangeiros ou manter empreendedores brasileiros interessados em manter seus investimentos no país. E não acredito que implantar impostos sobre as igrejas tenha um impacto tão grande na arrecadação (apesar de, como vocês, discordar do seu tratamento especial).

    A economia é como um ecossistema, dinâmico, vivo, em constante mutação. Quando Thomas Sowell coloca como subtítulo do seu excelente livro “Applied Economics” a frase “Thinking beyond stage one”, é disso que ele está falando. Toda intervenção na economia de um país, seja partindo do governo, de uma tecnologia nova, de uma mudança de tendências, têm alguns efeitos previsíveis a curto prazo, mas também tem uma infinidade de consequências e efeitos colaterais imprevistos, imprevisíveis e muitas vezes invisíveis porque não podem ser medidos (não é possível observar o que teria acontecido se fosse diferente).

    Sugiro FORTEMENTE que ouçam o excelente episódio de EconTalk “John Cochrane on Economic Growth and Changing the Policy Debate” de 26 de setembro de 2016, onde se discute um pouco desse tema de forma bastante clara e em termos leigos. A discussão deixa muito claro, entre outras coisas, que não importa tanto o nível de imposto (ou de regulamentação), contanto que seja simples, claro e transparente. Por favor escutem, se possível, mais de uma vez.

    Grande abraço e continuem o ótimo trabalho (mas o Barata precisa melhorar o áudio dele urgente, bora fazer um crowdfunding pra comprar um microfone que preste).

    Karl Milla

    PS. Não coloquei os links porque o Disqus têm bloqueado meus comentários com links também.

  • Patricia Condit

    Sobre o Trump: Barata em que mundo vc vive? Sério! Se eu aprendi uma coisa nesses oito anos morando aqui nos EUA, é que TUDO e TODOS são movidos pelo dinheiro. Você acha mesmo que essa mulher só resolveu abrir a boca depois de tanto tempo por questões ideológicas? Você Jura?! Aqui é a terra do “Tudo por dinheiro”, pagaram (muito bem) dai ela saiu e abriu a boca, o que btw, me faz questionar a história toda. No último ano não se criou uma campanha contra o Trump e sim uma campanha de ódio mesmo! O negócio é tão forte que faz o PT e “petralhas” parecerem brincadeira de criança porque o ódio se espalhou mundialmente. Não tem nem como tentar conversar sobre o assunto porque se você abre a boca pra falar algo de positivo sobre ele, você é taxado de doido ou burro. O mais interessante é que funciona assim na mídia ou com alguém que não mora aqui! Não tem uma notícia, um artigo, nada pra mostrar que o Trump ou quem vota nele seja digno de receber um “bom dia”, por exemplo. Até a Fox News que é o canal mais republicano nesse país faz campanha contra ele, e faz com ódio no coração, só que quando você tá aqui nas ruas a coisa é diferente (pelo menos na redondeza onde moro e ando como NY/NJ/PA). New Jersey é considerado um estado democrata, desde do ano passado, eu não vi um adesivozinho se quer a favor da Hillary. As pessoas não gostam dela (eu inclusive) mas mesmo assim só existe campanha contra o Trump. A mídia aqui manipula sim a opinião das pessoas, pintam o cara como se ele batesse em bebê e o povo q vota nele um bando de estupido e quando você se dedica intensamente a fazer campanha contra um, logo você mostra support pro outro. Não estou dizem que ele é santo ou que não fala merda mas pelo amor de Deus, a Hillary não dá!

    • Denilton

      Eu concordo contigo em algumas partes. Porém, sendo conciso, disrcordo da maneira que você se refere à campanha anti-Trump, parece até que os Republicanos aderiram a um lobby Democrata – que não é verdade. Trump não conta com o apoio do últimos ex-presidentes Republicanos vivos por causa dele, não dos outros. Sim, e eu acho que quem fica falando baboseira e insistindo deve ser repudiado.
      Isso vale para todo o histórico da vida de qualquer possível candidato independente do partido e da ideologia que seguem, para os Republicanos, é melhor conservar sua maioria no Senado.

      Abraço.

  • Denilton

    Vocês tem que fazer um crossover com o Xadrez Verbal, hein!!!