NBW 100 – Caixa 2, Brexit, Eleições Americanas, Uber 06/11/2016

Amigos do Podcast NBW, cá estamos para apresentar a centésima edição do NBW. Quem diria que chegaríamos neste número, ehn? Já falamos de muita coisa nesse podcast e pensamos em fazer uma edição especial….bom, ficou no pensamento. Resolvemos tocar o barco como se nada estivesse acontecendo e fazer uma edição comum, até porque tem uns duzentos assuntos rolando pelo mundo.

Falamos nesta edição sobre o UBER, um possível tapetão no Brexit, eleições americanas e anistia do Caixa 2. Ficou gigante, sabemos, então curtam com moderação. Afinal, nunca sabemos quando voltaremos…

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Indicações da semana

Ulisses Neto

HyperNormalisation

7 años

André Pontes

Vitor Hugo Brandalise – Por cima, não: ‘acima’

Barata

Everybody’s Gone to the Rapture

Música de encerramento

BADBADNOTGOODIn Your Eyes (feat. Charlotte Day Wilson)

 

  • Victor Hugo

    Por coincidência, ou porque vocês arrumaram, meu feed agora mostra os primeiros episódios.

    • Ulisses Neto

      arrumamos graças a ajuda do @felipe_porto!

      • Victor Hugo

        Vi o HyperNormalisation esses dias, muito bom mesmo, como todos do Adam Curtis, recomendo o Power of Nightmares e Century of Self.

  • Highlander

    Não é só no Reino Unido que estão querendo “virar a mesa” pra cima da vontade popular. Na Colômbia também, depois do vitória do “NÃO” ao acordo de paz com as FARC estão dizendo que vão fazer um novo acordo e que dessa vez não será colocado pra consulta popular. Que será submetido apenas ao parlamento. É assustador. Eu sou a favor do acordo de paz e que o Reino Unido permaneça na União Européia, mas passar por cima do resultado das consultas populares é um precedente perigoso e pode levar a um caminho assustador…

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,
    A decisão da corte britânica sobre o Uber é uma grande evidência de como a maioria das pessoas não entende o funcionamento da economia.
    Ao reconhecer vínculo empregatício, a justiça obriga na verdade a empresa a remunerar melhor seus motoristas. Esse dinheiro porém não é criado do nada. Ele vai sair ou do lucro da empresa ou do bolso dos consumidores (o que é mais provável). O que se verá de imediato é uma melhora razoável da situação dos motoristas e uma alta (possivelmente leve) nas tarifas das corridas. O problema são os efeitos colaterais secundários que raramente são mensuráveis pois ocorrem de forma difusa e descentralizada, mas são bem conhecidos de qualquer economista.
    Um desses efeitos o Barata matou no programa, que é o desincentivo e o obstáculo criado por esse entendimento judicial para que novos serviços e produtos venham à tona. Esse efeito inclusive pode ser altamente rentável para o próprio Uber pois dificulta e encarece a entrada de concorrentes nesse segmento.
    A alta das tarifas por sua vez faz com que sobre menos dinheiro no bolso do britânico para gastar com outros produtos e serviços que por sua vez gerariam outros empregos. Em um mercado de mais de 20.000.000 entre 2012 e 2015 só em Londres, isso não representa uma quantia desprezível de libras que estarão beneficiando os motoristas do Uber às custas de todos os usuários.
    Tudo isso remete àquele episódio do EconTalk que compartilhei aqui anteriormente (de 26/09/2016 com John Cochrane), onde se discute exatamente isso: de onde sai efetivamente o dinheiro das políticas públicas (seja de direitos trabalhistas, seja de incentivo ou isenção fiscal e tributária, seja de redistribuição de renda, etc.) e quais efeitos colaterais (muitas vezes invisíveis porque difusos e não imediatos) acabam sendo causados.
    Abraço,
    Karl

    • Ulisses Neto

      Concordo, Karl. E vou até citar a Thatcher aqui: “The problem with socialism is that you eventually run out of other people’s money.” Eu também não acho que eles devem ser tratados como funcionários. Mas também não acho que o Uber é meramente uma empresa de tecnologia. A minha bronca com o Uber é o modus operandi dela onde a legislação é fraca. Aqui na Inglaterra eles não fazem as patifarias que fazem no Brasil. Mas, sem dúvida, essa decisão extrapolou o bom senso.

    • Karl Milla

      Completando o raciocínio, a melhor maneira de combater uma empresa que é vista como abusiva (seja com os “funcionários”, seja com os consumidores) é justamente facilitar a entrada de concorrentes.
      A concorrência por bons motoristas elevaria naturalmente os ganhos dos mais competentes e a concorrência entre aplicativos beneficiaria naturalmente os consumidores com preços e/ou serviços melhores. Esse é a única maneira eficaz de realmente colocar a pressão toda na empresa.
      A decisão da corte britânica também evidencia um paternalismo do Estado com os indivíduos, partindo do pressuposto de que os motoristas não são capazes de escolher por si próprio o que é melhor pra eles. Nenhum de nós aceitaria esse tipo de ingerência em nossa vida pessoal, mesmo assim muitos defendem justamente essa atitude quando se trata do outro. Assumir que alguém não sabe decidir por si mesmo só porque é pobre ou não tem faculdade ou não lê o “Guardian” (just teasing…) é até preconceituoso.

  • fiwne

    So para constar, cheguei ao fim desse como de todos !!!!!!!
    #AutoRespeito

    Parabens pelo otimo trabalho .