Cargos políticos no Brasil, Reforma da previdência e Obamacare 07/05/2017

Amigos do NBW estamos de volta. Dessa vez, ufa!, vamos cumprir uma promessa feita há muito tempo: explicar o que faz – ou deveria fazer – um Vereador, Prefeito, Deputado Estadual, Governador, Deputado Federal, Senador e Presidente da República. Nesta edição não tivemos a presença do nosso querido Ulisses Neto, que estava com compromissos profissionais, mas contamos com o nosso amigo Marcão como convidado. Aproveitamos a presença dele, que (quando não está no whattsapp) trabalha como assessor parlamentar, para também explicar o que faz na prática este profissional.

Falamos também sobre os próximos passos da Reforma da Previdência, que foi aprovado na comissão especial e agora segue para o plenário da Câmara dos Deputados. Outro assunto que debatemos rapidamente foi a primeira vitória de Donald Trump na intenção de acabar com o Obamacare.

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Indicações da semana:

André Pontes

TV Quase – Choque de Cultura

Podcast Correspondentes Premier

Barata

Dear white people

Marcão

Guardiões da Galaxia 2 

Música da semana

Emicida – Mandume

  • Highlander

    Saudações pessoal do NBW!

    Muito bom o programa! É um serviço de utilidade pública as explicações que vocês deram sobre o funcionamento do executivo e do legislativo porque o grau de desconhecimento da população nesse tema é realmente abissal. Mesmo entre as pessoas mais escolarizadas.

    Mas agora vou colocar vocês na fogueira! Falta falar do judiciário. O que faz um procurador? Um promotor? Qual a diferença entre o juiz estadual e o juíz federal? O que faz o Superior Tribunal de Justiça (STJ)? O que faz o Supremo Tribunal Federal (STF)? Quais as funções do Procurador Geral da República e do Advogado Geral da União? E por aí vai…

    Abraços e obrigado pelo programal

    • André Pontes

      Excelente pergunta! Vamos nos preparar pra responder isso, sim! Obrigadão!!!

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,
    Muito boa a discussão e a iniciativa de explicar um pouco do sistema político.
    Sobre os efeitos da Lava-Jato sobre a corrupção, não há dúvidas de que um aumento de fiscalização e de risco de punição em um primeiro momento diminuem as práticas ilegais. Porém, como foi comentado no programa, não há dúvida que corruptores e corruptos acharão outros caminhos, mais “profissionalizados” pois o potencial de ganho para ambos é gigante, o que vai exigir uma fiscalização cada vez mais intensa e técnica, e portanto cada vez mais cara aos cofres públicos, e mesmo assim sujeita, ela mesma, à corrupção. É um problema parecido com a guerra às drogas, quanto mais pressão a polícia coloca sobre o tráfico, mais ele se profissionaliza e mais policiamento exige, com um potencial enorme de corromper inclusive parte da polícia. Como diz o Milton Friedman, “se olharmos para a guerra às drogas do ponto de vista puramente econômico, o papel do governo na verdade é proteger o cartel.”
    Porém vocês mesmos, ao explicarem o funcionamento do sistema político, passaram muito próximos de identificar um dos principais problemas, cuja solução seria relativamente simples, se não tivesse de passar pelos políticos. Temos um sistema de governo extremamente centralizador e concentrado na União, o que faz com que grande parte do dinheiro de impostos no Brasil passe necessariamente por Brasília antes de ser investido em grandes obras ou redistribuído para Estados e Municípios. Isso faz com que Governadores e Prefeitos ganhem mais puxando o saco do Governo Federal do que desenvolvendo economicamente suas respectivas regiões, na qual investem somente o necessário para se reeleger ou fazer o sucessor. Na China, comunista e unipartidária, governantes locais tem mais autonomia que no Brasil.
    Portanto uma das soluções mais eficientes e baratas para, entre outras, combater a corrupção é descentralizar ao máximo a administração pública no país. É deixar para os municípios a maior parte dos impostos gerados lá, repassar dos municípios para os estados uma pequena parcela e para a União só uma percentagem ínfima. Isso não acaba com a corrupção pois isso é impossível, mas reduz ela significativamente e ainda traz inúmeras vantagens: a fiscalização popular na esfera municipal é muito mais eficiente porque mais próxima, as grandes empresas não terão mais acesso a um só Ministro ou Governante com acesso a bilhões de dólares em obras e subsídios, cada região poderá atacar os problemas específicos dela com muito mais propriedade, os prefeitos terão muito mais incentivo em desenvolver economicamente seus municípios pois colherão os benefícios fiscais bem como os eleitorais, entre várias outras.
    Sei bem que essa é uma ideia quase utópica num Brasil que sempre exigiu que o Governo Federal resolva todos os problemas e, por isso mesmo, vem aumentando os poderes dessa esfera, mas especificamente da Presidência da República de forma desproporcional, consistentemente. Esse problema ocorre, na verdade, em praticamente todas as democracias do mundo e é muito difícil de ser combatido politicamente, já que ninguém é eleito prometendo fazer menos. Mas acho que é uma reflexão válida e, quem sabe um dia, possamos, por pressão popular, mudar esse quadro.
    Grande abraço.

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,
    Muito boa a discussão e a iniciativa de explicar um pouco do sistema político.
    Sobre os efeitos da Lava-Jato sobre a corrupção, não há dúvidas de que um aumento de fiscalização e de risco de punição em um primeiro momento diminuem as práticas ilegais. Porém, como foi comentado no programa, não há dúvida que corruptores e corruptos acharão outros caminhos, mais “profissionalizados” pois o potencial de ganho para ambos é gigante, o que vai exigir uma fiscalização cada vez mais intensa e técnica, e portanto cada vez mais cara aos cofres públicos, e mesmo assim sujeita, ela mesma, à corrupção. É um problema parecido com a guerra às drogas, quanto mais pressão a polícia coloca sobre o tráfico, mais ele se profissionaliza e mais policiamento exige, com um potencial enorme de corromper inclusive parte da polícia. Como diz o Milton Friedman, “se olharmos para a guerra às drogas do ponto de vista puramente econômico, o papel do governo na verdade é proteger o cartel.” Porém vocês mesmos, ao explicarem o funcionamento do sistema político, passaram muito próximos de identificar um dos principais problemas, cuja solução seria relativamente simples, se não tivesse de passar pelos políticos. Temos um sistema de governo extremamente centralizador e concentrado na União, o que faz com que grande parte do dinheiro de impostos no Brasil passe necessariamente por Brasília antes de ser investido em grandes obras ou redistribuído para Estados e Municípios. Isso faz com que Governadores e Prefeitos ganhem mais puxando o saco do Governo Federal do que desenvolvendo economicamente suas respectivas regiões, na qual investem somente o necessário para se reeleger ou fazer o sucessor. Na China, comunista e unipartidária, governantes locais tem mais autonomia que no Brasil. Portanto uma das soluções mais eficientes e baratas para, entre outras, combater a corrupção é descentralizar ao máximo a administração pública no país. É deixar para os municípios a maior parte dos impostos gerados lá, repassar dos municípios para os estados uma pequena parcela e para a União só uma percentagem ínfima. Isso não acaba com a corrupção pois isso é impossível, mas reduz ela significativamente e ainda traz inúmeras vantagens: a fiscalização popular na esfera municipal é muito mais eficiente porque mais próxima, as grandes empresas não terão mais acesso a um só Ministro ou Governante com acesso a bilhões de dólares em obras e subsídios, cada região poderá atacar os problemas específicos dela com muito mais propriedade, os prefeitos terão muito mais incentivo em desenvolver economicamente seus municípios pois colherão os benefícios fiscais bem como os eleitorais, entre várias outras.Sei bem que essa é uma ideia quase utópica num Brasil que sempre exigiu que o Governo Federal resolva todos os problemas e, por isso mesmo, vem aumentando os poderes dessa esfera, mas especificamente da Presidência da República de forma desproporcional, consistentemente. Esse problema ocorre, na verdade, em praticamente todas as democracias do mundo e é muito difícil de ser combatido politicamente, já que ninguém é eleito prometendo fazer menos. Mas acho que é uma reflexão válida e, quem sabe um dia, possamos, por pressão popular, mudar esse quadro.
    Grande abraço.

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,
    Muito boa a discussão e a iniciativa de explicar um pouco do sistema político.
    Sobre os efeitos da Lava-Jato sobre a corrupção, não há dúvidas de que um aumento de fiscalização e de risco de punição em um primeiro momento diminuem as práticas ilegais. Porém, como foi comentado no programa, não há dúvida que corruptores e corruptos acharão outros caminhos, mais “profissionalizados” pois o potencial de ganho para ambos é gigante, o que vai exigir uma fiscalização cada vez mais intensa e técnica, e portanto cada vez mais cara aos cofres públicos, e mesmo assim sujeita, ela mesma, à corrupção. É um problema parecido com a guerra às drogas, quanto mais pressão a polícia coloca sobre o tráfico, mais ele se profissionaliza e mais policiamento exige, com um potencial enorme de corromper inclusive parte da polícia. Como diz o Milton Friedman, “se olharmos para a guerra às drogas do ponto de vista puramente econômico, o papel do governo na verdade é proteger o cartel.”
    Porém vocês mesmos, ao explicarem o funcionamento do sistema político, passaram muito próximos de identificar um dos principais problemas, cuja solução seria relativamente simples, se não tivesse de passar pelos políticos. Temos um sistema de governo extremamente centralizador e concentrado na União, o que faz com que grande parte do dinheiro de impostos no Brasil passe necessariamente por Brasília antes de ser investido em grandes obras ou redistribuído para Estados e Municípios. Isso faz com que Governadores e Prefeitos ganhem mais puxando o saco do Governo Federal do que desenvolvendo economicamente suas respectivas regiões, na qual investem somente o necessário para se reeleger ou fazer o sucessor. Na China, comunista e unipartidária, governantes locais tem mais autonomia que no Brasil.
    Portanto uma das soluções mais eficientes e baratas para, entre outras, combater a corrupção é descentralizar ao máximo a administração pública no país. É deixar para os municípios a maior parte dos impostos gerados lá, repassar dos municípios para os estados uma pequena parcela e para a União só uma percentagem ínfima. Isso não acaba com a corrupção pois isso é impossível, mas reduz ela significativamente e ainda traz inúmeras vantagens: a fiscalização popular na esfera municipal é muito mais eficiente porque mais próxima, as grandes empresas não terão mais acesso a um só Ministro ou Governante com acesso a bilhões de dólares em obras e subsídios, cada região poderá atacar os problemas específicos dela com muito mais propriedade, os prefeitos terão muito mais incentivo em desenvolver economicamente seus municípios pois colherão os benefícios fiscais bem como os eleitorais, entre várias outras.
    Sei bem que essa é uma ideia quase utópica num Brasil que sempre exigiu que o Governo Federal resolva todos os problemas e, por isso mesmo, vem aumentando os poderes dessa esfera, mas especificamente da Presidência da República de forma desproporcional, consistentemente. Esse problema ocorre, na verdade, em praticamente todas as democracias do mundo e é muito difícil de ser combatido politicamente, já que ninguém é eleito prometendo fazer menos. Mas acho que é uma reflexão válida e, quem sabe um dia, possamos, por pressão popular, mudar esse quadro.
    Grande abraço.