NBW068 – Cunha e PSDB, Joaquim Levy e Estado Islâmico 13/11/2015

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Nos últimos meses cada vez que ligamos nossos microfones pra gravar o podcast NBW a impressão que temos é que estamos falando a mesma coisa sobre a mesma coisa. É aquilo, a velha notícia que se mantém como nova notícia. E como não falar da nova notícia?

Bom, chega de enrolação, na edição 068 do NBW comentamos o divórcio entre Eduardo Cunha e o PSDB, falamos também de Joaquim Levy (deixa o menino trabalhar, Lula!) e ainda sobrou um tempinho para falarmos do Estado Islâmico e seus ataques que nos fazem desacreditar na humanidade.

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  • Marcos Oliveira

    Falae galera, ausente desde o NBW61, eis-me aqui de volta! Sobre o episódio, em um dos programas do Reinaldo Azevedo lá pelo começo do ano ele citou uma coisa que vem batendo na cabeça desde então: Se conseguirmos tirar o PT do poder, eu quero que se estabeleça um novo padrão moral na política do nosso país. Não é sempre que concordo com ele, mas nesse caso me sinto obrigado. Seria tão bom ne… Mas ae vc olha pro lado tá cheio de Piccianis, Bolsonaros, etc Por enquanto infelizmente não vai dar… Ah, que falta faz uma trilhazinha no fundo, ainda mais com 2 participantes só, só pra tapar os buracos… tá legal, t´á legal, eu sei q vcs não curtem, mas não custa nada tentar ne, KKKK Bom, bora trabalhar? Valeu, fui!!!

    Filmes

    Dheepan – (imdb 7.2) http://www.adorocinema.com/filmes/filme-232070/

    Tangerine – (imdb 8.4) http://www.adorocinema.com/filmes/filme-234143/

    Taxi Teerã – (imdb 7.8) http://www.adorocinema.com/filmes/filme-234644/

    Colliding Dreams (The Zionist Idea) – (imdb 6.8) http://www.imdb.com/title/tt3891218/

    The Farewell Party (A festa de despedida) – (imdb 7.1) http://www.adorocinema.com/filmes/filme-230618/

    Música

    Bob Dylan – The times they arent changing https://www.youtube.com/watch?time_continue=105&v=B_nKf7BNqhA

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,

    Assim como no WAR, o Podcast também perde um pouco a graça quando há apenas 2 jogadores, mas o Ulisses e o André mandaram muito bem, assim como o André e o Barata naquele outro episódio “capenga”.

    É claro que os acontecimentos em Paris ofuscaram um pouco a discussão da política interna brasileira, e com toda razão. Quem tem vontade de discutir as últimas patatadas de Cunhas, Dilmas e afins diante de uma ameaça global real, imprevisível e com poder tão destrutivo como o terrorismo. Mas deixo meus comentários a respeito desse assunto para o episódio extra (por favor, façam!).

    Minha análise pessoal da situação Cunha/Dilma/PSDB é a seguinte: não há, nem havia, dúvida alguma que o Eduardo Cunha, pelo seu próprio histórico, não deveria estar na presidência da câmara, porém na mesma medida acredito também que o Renan não deveria estar na presidência do Senado. Mas, dado o cenário, a única manobra possível para o PSDB, enquanto oposição, é trabalhar com a situação disponível. Seu candidato não havia ganho a presidência da casa, mas o candidato do governo também não. E Cunha se mostrou, desde o primeiro momento, hostil à presidente e ao PT. O pedido de impeachment, por mais que haja muita polêmica sobre o assunto, seria protocolado de qualquer forma e, tendo um presidente da câmara favorável, tanto melhor. Isso é pragmatismo político e é necessário no sistema democrático. É a mesma força que, hoje, aproxima Dilma de Renan. E, nesse ponto, não ouço praticamente nenhuma crítica ao Planalto por essa aliança espúria. É verdade que os dados comprometedores sobre Cunha tiveram origem no Ministério Público suíço mas não seria de se estranhar se essas informações tivessem sido vazadas de forma seletiva pela PGR com o claro intuito de proteger Dilma. O que estou dizendo é que o jogo político em Brasília é muito sujo, ninguém é inocente e praticamente tudo é permitido. Todos, sem exceção, tem algum rabo preso e isso esvazia completamente a política de verdade e deixa qualquer discurso com cara de pura demagogia e mentira deslavada.

    Concordo, como já me expressei diversas vezes aqui, que precisamos de uma reforma política, mas as duas grandes perguntas são: o que deve ser reformado e quem vai encampar essa briga? Creio que estamos de acordo que os políticos atuais não tem nem interesse nem apoio político para uma reforma digna desse nome. Uma empreitada dessas depende de um estudo aprofundado do que queremos do sistema político e, principalmente, de como atingimos esses objetivos. É claro para todos que a proximidade entre políticos e o grande capital é extremamente prejudicial, assim como o distanciamento entre os eleitos e os eleitores. É possível caminharmos na direção de mais fiscalização, de um endurecimento no trato com a corrupção ativa e passiva, o que mantém a capacidade do estado de coordenar e intervir na sociedade, porém, por manter os potenciais ganhos altos tanto para políticos quanto para empresários, isso depende completamente de um Poder Judiciário forte, independente, idôneo e principalmente eficiente, coisa que estamos longe de atingir. De outro lado poderíamos propor uma decentralização e uma limitação dos poderes políticos, especialmente dos executivos. Isso reduziria por um lado o potencial de intervenção social e econômica do estado como um todo (mas aumentaria proporcionalmente dos municípios e dos estados) e diminuiria muito os incentivos para empresários influenciarem decisões políticas pois os benefícios seriam baixo. O problema desse cenário é que não há nenhuma possibilidade dessas reformas serem implantadas pelo corpo político atual.

    De forma bem pragmática, esquecendo cenários ideais e irreais, penso que nossa saída a curto e médio prazo é a primeira proposta e precisa passar necessariamente por uma reforma profunda no Judiciário e dos mecanismos de controle e fiscalização do estado, agilizando processos investigativos e punitivos de corrupção (tanto de agentes privados quanto dos públicos), demonstrando independência e defendendo realmente o estado de direito.

    Grande abraço.

  • Karl Milla

    Só mais uma coisa, dear Warlords,
    Gostei de ser chamado de cínico, vou levar como elogio.
    Em tempos tão ideológicos e extremistas, uma boa dose de pragmatismo e cinismo certamente não é má ideia.
    Saudações.

  • spike06

    Sobre o plano de reestruturação de escolas em SP: não moro nesse estado, mas pelo que eu li, parece bem coerente tudo que tem sido feito. A argumentação é que as escolas de ciclo único têm melhor desempenho, portanto faz sentido transformar mais escolas de tipo diverso em escolas de ciclo único. E há quase 3 mil classes ociosas em SP. SE, E SOMENTE SE, essa informação for verdade, deve haver remanejamento sim e todos esses protestos e ocupações de escola se tornam sem sentido.

    Sobre o Cunha: quem segura o Cunha no poder é o PT. Ele tem o trunfo de abrir o processo de impeachment e como os dois brigam pau a pau pra ver quem é mais sujo, fazem um pacto da mediocridade. O governo já conseguiu cooptar o Renan Calheiros e, se conseguir de vez trazer o Cunha pro seu lado, vai continuar os seus desmandos.
    Em declaração no início de outubro, o dep. Sibá Machado declarou que não defende a saída dele e que o presidente da câmara merece o benefício da dúvida.
    http://jornalggn.com.br/noticia/pt-nao-defende-o-afastamento-de-eduardo-cunha-diz-lider-da-bancada-na-camara
    Chico Alencar, do novo bastião da moralidade chamado PSOL já está tendo que se explicar com as contas de campanhas (67 milhões doados por sete assessores) e deveria ser cassado. Ele também não tem moral pra pedir a saída do presidente da câmara.

    Sobre o novo partido de esquerda: já vimos essa história antes: PSTU, PCO e PSOL. Todos se dizem a nova esquerda, mas no fundo se alimentam da mesma velha utopia fracassada.

    E por falar em lambeção, você viram a entrevista do Lula para o SBT? Com cenário e tudo. Foi bonito. Pena que toda aquela pompa foi feita para um crápula. E ele vai dar outra entrevista para a Globo News quarta 18/11, para o Roberto D’Avila.

    Abraços a todos. Torço para que o podcast tenha muito sucesso.