NBW072 – Manobra ou golpe?

impeachment

O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff é uma manobra ou um golpe da oposição? As intermináveis suspensões do conselho de ética que julga o destino do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é uma manobra ou um golpe? A carta do vice-presidente Michel Temer para a presidente Dilma foi uma manobra ou um golpe?

Chega de pergunta, vamos ao que interessa. O NBW072, provavelmente o último deste tenso 2015, trata basicamente de dois assuntos: manobra e golpe. Falamos também rapidamente sobre as ocupações escolares no estado de São Paulo.

Ah! Um conselho! Ouça logo, porque ultimamente Brasília está fazendo toda notícia ficar velha da manhã pra tarde. Ou seria da noite pro dia, Serra?

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  • Travammus

    EU AINDA NÃO ESCUTEI, MAS FICO MT FELIZ DO PODCAST TER SAINDO COM MENOS DE 1 MES DE DIFERENÇA DO ULTIMO. DEUS É TOP!

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Vim aqui me posicionar neste Fla X Flu político: sou Corinthians!
    Como corinthiana não me sinto representada por nenhum destes senhores que estão brigando pelo poder de forma tão acintosa que nem disfarçam isso sob o véu do “interesse na nação”. Enquanto eles se degladiam de forma vergonhosa, minha sobrinha teve que adiar os projetos de gravidez no próximo ano com medo da Zika e de uma possível microcefalia. Uma epidemia catastrófica se instalou comprometendo o futuro de milhares de crianças do país e o Congresso não dá um pio sobre isso.
    Se estes senhores de Brasília pelo menos tentassem disfarçar esta luta do poder pelo poder, usariam esta epidemia como argumento contra o governo. Mas não querem sequer disfarçar.

    Se as contas do país batem ou não, estes senhores estão pouco se lixando, pois se levassem isso a sério
    Este cenário atual é o tão falado Terceiro Turno, que teve 1 ano de campanha e aceitou outros candidatos.o governador do Paraná já deveria ter sido alvo de impítimã e saído do governo. Mas isso não importa para estes senhores.
    Não há um projeto econômico sendo apresentado, não há um projeto de combate ao Aedes Aegypti, não há nenhum projeto para a educação.
    Apenas discussões de quem vai para que cargo, quem assume o outro.

    E como corinthiana estou do lado dos estudantes de São Paulo, que tomaram as rédeas de sua própria história, provaram que escola é espaço público e não pertence a um governador. Provaram isso juridicamente. Mesmo que não consigam reverter o processo horroroso desta “reorganização”, já reverteram o processo de apatia política e provaram que não são os cabeças ocas que vivem dizendo que são. Este movimento foi uma das coisas que me animou neste final de ano, pois é um alento de lucidez num país atolado pelas sandices dos “políticos profissionais”.

    Fico por aqui

    abraços

    PS: o Serra não pode ser ministro da Fazenda porque fazenda é o negócio da Kátia Abreu, que não é namoradeira.

  • Pedro Oliveira

    Puro golpe para sanar as tramas do PMDB, e baixar os trâmites feito pelo PSDB!

  • Lucas Sobreira

    Gosto muito do trabalho de vocês, ouço praticamente todos os episódios que são lançados.
    Gostaria de fazer uma sugestão, poderia ter os links das recomendações no post, seria de grande ajuda.
    Forte abraço.

  • qual o site do webinar de mkt mesmo ?

    [ ]s

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,

    Essa discussão sobre o impeachment está realmente virando uma briga de gangues, uma guerra de slogans e uma máquina de rótulos.

    É impossível se afirmar a favor sem ser acusado de golpista, antidemocrático, aliado de Cunha, e é impossível ser contra sem ser chamado de chapa-branca, dilmista ou petralha.

    É óbvio que nenhum dos lados políticos dessa bagunça está realmente preocupado com o futuro do país e, por consequência, nenhum deles me representa também, no que concordo com a Nilda.

    Mas, se não há maneira certa de fazer a coisa errada, em política há também o jeito errado de fazer a coisa certa. Nunca teremos governantes completamente altruístas, movidos só pelo interesse público em detrimento de seus interesses pessoais (ver artigo ao final). Mas há como a população, os formadores de opinião e a imprensa apoiarem certas atitudes que, mesmo oriundas de sentimentos egoístas, venham a culminar em um país melhor, mais justo e menos corrupto.

    Não mudei minha opinião sobre o impeachment, ainda penso que há suspeitas de condutas escusas em abundância contra a Presidente Dilma, a começar pelas fraudes da Petrobrás que são tanto crimes contra o patrimônio público como crimes eleitorais visto que é praticamente certo que esse dinheiro financiou a campanha dela e de outras centenas de companheiros. Também discordo completamente do argumento de Ciro Gomes de que as “pedaladas fiscais” são banais. É o equivalente a concordar que todo o mensalão foi só um caso insignificante de Caixa 2. A “contabilidade criativa” de Dilma teria colocado qualquer pessoa comum na cadeia imediatamente por fraude de balanço e sonegação. Essa tese de que Dilma é honesta se choca de frente com, em primeiro lugar, o argumento de que ela fez porque todo mundo faz e em segundo com seu conhecido jeito autoritário e centralizador (“top-down”) de governar. Pode até ser que ela não tenha se beneficiado pessoalmente das fraudes que participou, mas sem dúvida ela gerou enormes vantagens políticas e financeiras para si e para seu partido e aliados. Por mais que se ache que a crise pode se agravar em caso de impeachment (tese da qual discordo), ignorar crimes nunca é um caminho virtuoso.

    Admito que há algumas divergências sobre se esses casos justificam juridicamente um processo de impeachment e não tenho conhecimento suficiente para argumentar nesse nível. Entendo essa discussão como o equivalente a se um réu deve ser julgado por júri popular ou não. Não está se discutindo se o crime foi cometido, pois isso é claro, todo mundo sabe que foi, só se argumenta com relação ao procedimento.

    A respeito dos protestos em São Paulo, para mim ficou absolutamente claro o viés político de muitos dos manifestantes. Sim, havia alunos secundaristas bem-intencionados, mas quem puxava a frente era a Apeoesp, o MTST e militantes profissionais, nenhum destes com reais interesses em discutir ou melhorar a educação de São Paulo. O que se viu na verdade foi um Fla x Flu tomado de hooligans. Houve sim motivos para protestar pois a proposta de reforma realmente veio de forma abrupta, mas isso acabou servindo de desculpa para a turma do Fla entrar na briga contra o Flu com o único intuito de fazer baderna, desviar o foco de Brasília, atacar o adversário e eliminar qualquer possibilidade de diálogo sobre o real mérito da questão. Se esse é o “modelo” de democracia que se defende, eu não quero.

    Por fim quero sugerir um texto muito interessante do economista Michael Munger, a respeito do Estado e dos políticos que o representam:

    http://fee.org/freeman/unicorn-governance/

    http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/falacia-unicornio/

    Grande abraço.

    • Nilda Alcarinquë

      Olá Karl!

      Sobre o movimento dos estudantes em São Paulo:
      Graças a Deus que ele é Político!
      E Político do jeito que deve ser: a população dizendo que tem direito de participar, que não aceita mais um Estado que Manda e Desmanda!
      Movimentos organizados que existem há décadas aderiram a ele? Sim, aderiram. O que não tira em momento nenhum a legitimidade de m movimento que surgiu da revolta de pessoas que teriam suas vidas alteradas por um Decreto Estatal que não foi explicado e justificado da maneira que deveria. Aliás, seria muito estranho que movimentos que se denominam “populares” não darem algum apoio à garotada, mesmo não tendo sido os que provocaram e iniciaram tal movimento.
      Movimento este que conseguiu tirar o Ministério Público Paulista do apatia em que estava, um Ministério Público que se fazia cego para mais este problema na educação em São Paulo (afinal, filhos de promotores não frequentam escolas públicas, pra que se preocupar, né?). E uma Defensoria que mal existe e que é jogada de lado.
      É claro que foi preciso a invasão ocorrer numa escola em bairro de elite (Pinheiros) para ficar conhecido, já que a invasão em Diadema foi solenemente ignorada pela maior parte da imprensa até ser tarde demais.
      Mas é claro que democracia em que os movimentos populares participam e não se conformam em apenas obedecer incomoda. Só não entendo como pode haver democracia em que a maior parte da população é relegada ao papel de ficar calada e não incomodar.
      Ah, o movimento dos alunos causou “baderna”? Sim, porque as tentativas “civilizadas” de participar foram solenemente ignoradas. Afinal, eles não são empreendedores e membros privilegiados da religião do Livre Mercado. São os que devem se conformar em receber baixos salários e produzir produtos para o mercado de exportação. Qualquer coisa que mostre alguma vontade própria tem que ser resolvida da maneira correta: Polícia neles, prisão sem direito a defesa, e por assim vai…
      Pena que agora eles tem celulares e conseguem mostrar ao mundo o que acontece.

      Abraços

      • Karl Milla

        Olá Nilda.
        Não há discussão real em nenhum lugar do Brasil de como melhorar a educação pública e grande parte da culpa está no próprio governo (seja ele federal, estadual ou municipal), nos sindicatos de professores e nos sindicatos de servidores. Para todos estes envolvidos há enormes incentivos para aumentar cada vez mais os recursos aplicados em educação, porém nenhum incentivo para melhorar de fato a qualidade da educação em si. Nenhuma reforma do sistema educacional público será feita sem enfrentarmos enorme resistência de tais entidades.
        Sobre minha “religião”, peço que você releia seu texto e identifique algum problema que você levanta que foi causado pelo livre mercado. Você cita o “Estado que Manda e Desmanda”, um “Ministério Público cego”, uma “Defensoria inexistente”, uma polícia brutal e corrupta. Todos esses problemas têm sua raiz no Estado e nos políticos democraticamente eleitos para administrá-lo.

        Faça o seguinte teste:
        1- Pense o que você quer que o estado faça – quais as responsabilidades que você quer que ele tenha.
        2- Volte atrás e analise a sua frase. Onde você disse “O estado”, delete essa expressão e a substitua por “políticos que conheço, que participam de sistemas eleitorais onde eleitores e grupos de interesse realmente existem” (Ex. Alckmin, Collor, Renan, Cunha, Haddad, Richa, etc.)
        3- Você ainda mantém sua posição? (http://fee.org/freeman/unicorn-governance/)

        Escolas particulares são, em média, melhores que escolas públicas porque elas respondem diretamente aos anseios dos seus clientes (pais dos alunos) por uma educação de qualidade. Há inúmeras formas de devolver esse poder de cobrança aos pais no sistema público mas elas passam invariavelmente por mudanças no sistema de avaliação de professores e funcionários públicos, na revisão da estabilidade de emprego e do sistema de financiamento e distribuição de recursos públicos. Mas mexer em qualquer um desses itens terá um custo político enorme e necessitaria de um apoio popular gigantesco para ser levado em frente.

        Peço que você leia meu comentário no NBW 070 (http://podcastnbw.com/?p=853) em que respondo ao Ulisses. Apesar de ser libertário, não defendo uma privatização total do Brasil (por pensar que isso seria impossível hoje, não por não acreditar na ideia). Mas defendo reestruturações dos sistemas públicos que visem focar no usuário e na eficiência, não nos grupos de interesse. Defendo também um judiciário muito mais eficiente, rápido e menos elitista. Não quero aumentar a polarização, não critiquei as manifestações só para criar polêmica. Estou tentando um diálogo porque entendo que a grande maioria de nós (especialmente neste fórum do NBW) quer um Brasil melhor e mais justo para todos e, se nós (eu e você) fossemos obrigados a traçar um plano prático para o Brasil, creio realmente que teríamos muito mais congruências que discordâncias.

        Abraços.

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