NBW078 – Lava Jato 08/03/2016

Amigos do podcast NBW, estamos de volta depois de uma longa pausa por causa de assuntos profissionais. Como vocês sabem, só fazemos programas monotemáticos quando o assunto é de extrema importância. E dessa vez não tinha como fugir, tivemos que fazer uma edição falando apenas da eliminação da Ana Paula do Big Brother, afinal esse é o assunto do momento no Brasil. Ai, caceta! Engano nosso, desculpem. Fizemos uma edição sobre um assunto um pouco menos sério e interessante, a Lava Jato. A delação do Delcidio Amaral, a condução coercitiva do ex-presidente Lula, a prisão de Marcelo Odebrecht, as manifestações do próximo dia 13…

Ouça, comente, compartilhe!

Siga a gente no twitter.com/podcastnbw e facebook.com/podcastnbw

E o nosso e-mail para contatos é: contato@podcastnbw.com

Ouça também o 5minutosNBW

Música de encerramento

Benjamin Clementine – London

BAIXE E ESCUTE AQUI

 

Recomendações da semana:

Ulisses Neto

Coluna Estado de S. Paulo – José Roberto de Toledo

Lexcast 49 – O Uber do Lula

Despacho de Sérgio Moro

André Pontes

A Garota Dinamarquesa

O quarto de Jack

Podcast Fresh Air – The History of Secularism and Conversion

Barata

The Lone Ranger

  • Murillo Prestes

    Valeu galera, episódio show. Eu acho que o país tá próximo de algo próximo à uma guerrinha civil (o termo me assusta também), mas concordo que a oposição dos anti-petistas é muito maior do que os militantes petistas. Por outro lado, a militância petista conta com MST e CUT, essa galera eu tenho certeza que pega em facão pra defender o governo (literalmente), enquanto a maioria anti-petista fanática é uma galera classe média/alta, que eu duvido que peite eles com o mesmo entusiasmo físico.

    Eu já comentei há algum tempo aqui e continuo achando que Ciro Gomes seria um candidato interessante que peitaria ambos os lados. Não entro no mérito dele ser bom político ou não, mas o cara vive pulando de partido em partindo, perdendo assim a perigosa rotulação partidária pelo senso comum. Estratégia ou não, cara ta no PDT hoje, partido que a galera não faz muita ideia do que é, e ao mesmo tempo ele não é um nome estranho, que volta e meia ressuscita graças a algum comentário. Além de ter muita lábia, assim como o Lula. E comento dele porque já demonstrou interesse em próximas eleições.

    Pra finalizar, o Bernie Sanders tem origem judia, agora, se ele é ateu realmente não sei, mas é fato que ele costuma enrustir isso. Aproveitando o gancho, ele comentou esses dias sobre isso http://www.vox.com/2016/3/6/11171248/bernie-sanders-jewish-2016
    Abraço ai pra vocês, não nos deixe na abstinência muito tempo.

    • Albert Camus de Aquário

      Caceta, outro textão.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Não vejo este conflito parecido com guerra como algo próximo de acontecer. Pelo menos não aqui, na periferia onde moro. Não sei dizer em outros lugares.
    Mas vejo sim, um sentimento de que só noticiam um lado e de que passam pano para os outros, pois a falta de água, falta de merenda, recolhimento de impressoras em escolas e outras coisas não tem suas invetigações, se as há, noticiadas com tanta enfase. Mas a impressão de que tem promotor estadual brigando pra processar o Lula existe. Foi esta a questão levantada no depoimento cancelado: se já há uma investigação e processo sobre o Bancoop existe há anos, porque um promotor resolver abrir outro só para um apartamento? Se decidiu que isso é possível, mas foi o suficiente pra alimentar a lenda do “Lula perseguido”.

    Enquanto isso o desemprego aumenta, o custo de vida está comendo os salários, o serviço público direto à população sofre cortes atrás de cortes e o governador do Rio demole casa de mulher que seria homenageada no dia das mulheres.

    E sobre surgir uma nova liderança: tenho até medo isso, de surgir um “Salvador da Pátria”, porque a pátria não deve ser salva por uma pessoa. Mas não duvido que apareça um, criado ou não.

    fico por aqui

    abraços

    PS; admito que amei ver o Marcelo Odebrecht ser condenado. Será que ainda vai reclamar que não tem damasco, bolacha sem glúten e polenghinho na cadeia?

  • Marcos Oliveira

    Olá pessoal, o filme que o Barata se referiu não foi o Lone Ranger não? Abraços!

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,

    Parabéns! Mais um belo episódio, apesar da ausência (parcial) do Dr. Barata. Para contribuir um pouco gostaria de fazer duas ponderações não muito animadoras sobre política e uma mais otimista sobre a economia.

    Dilma está acabada, não há dúvida. Lula e o PT também. Não há nada que indique que eles possam se reerguer num futuro próximo. E agora? PMDB e PSDB vão ficar com os espólios? E o que muda? Absolutamente nada relevante. Não me entendam mal, considero o PT e suas franjas políticas, sindicais e movimentos sociais pelegos uma gravíssima ameaça à economia e à democracia brasileiras, cuja sede pelo poder e cuja ideologia distorcida os levaram a níveis jamais vistos de corrupção, aparelhamento das instituições e controle da sociedade. Só não viramos uma Venezuela ou Bolívia ou Cuba porque houve resistência suficiente por parte das instituições e da sociedade, não por falta de vontade dos poderosos. Assim como vocês foram rotulados de “petistas”, muitas vezes me consideram “tucano” por minhas declarações. Nada mais ridículo e longe da verdade. Só considero o PT um mal muito maior. Mas, assim como vocês, não vejo com bons olhos o futuro político do Brasil. E com isso vamos à minha segunda ponderação.

    A política pode ser debatida em basicamente dois níveis: o operacional, que é o dia a dia, o que cada um faz ou deixa de fazer, quem é candidato, como andam as pesquisas, quem é aliado, oposição, situação, etc.; e o estratégico, que é o ambiente, a estrutura política, o esqueleto sobre o qual todo o edifício político é construído. À parte do combate ao método do PT, a política operacional, chão-de-fábrica, tem me entediado cada vez mais pois tenho convicção (assim como vocês) que o problema é estrutural. Todas as pessoas respondem aos incentivos impostos pelo ambiente político e econômico da mesma forma que os seres vivos respondem às influências do ambiente natural. E da mesma forma, em ambas as situações, só os mais aptos sobrevivem. De forma ideal, queremos que as pessoas mais capazes e mais honestas ocupem os cargos públicos mais importantes. Esses indivíduos devem ser altruístas e planejar a longo prazo, devem usar recursos públicos de forma racional e preferir ações que beneficiam o maior número de pessoas possível. Essas pessoas existem e não são poucas. O altruísmo e a benevolência são características muito presentes nos indivíduos e na sociedade. Mas porque não elegemos políticos assim? Descarto imediatamente aquelas explicações “culturais” que apontam que o problema está em nós eleitores, na nossa falta de interesse, na nossa ignorância ou na nossa indiferença. O problema também não está no egoísmo, ganância e perversidade da “classe política”. O ambiente político e os incentivos presentes nele nos levaram a ter a classe política que temos. Pessoas altruístas, honestas e competentes não têm sido atraídas para a política, elas têm preferido o terceiro setor. Acabamos tendo, como eleitores, opções muito ruins e, por consequência, políticos despreparados ou mal-intencionados. Repensar esse sistema para que ele comece a atrair o tipo desejável de pessoas é um desafio gigantesco, mas é a única esperança de quem quer um país forte com um Estado também forte e atuante. O outro caminho, que pessoalmente prefiro principalmente por ser um pouco mais factível, é uma forte descentralização do poder público e a limitação do seu poder econômico. Porém toda essa discussão também acaba sendo infrutífera pois uma reforma real e efetiva do sistema político brasileiro é quase tão improvável quanto a implantação de uma democracia real na China.

    Ainda bem que nem tudo está perdido. Discordo do Ulisses (prá variar, né?) com relação à duração da crise econômica brasileira. Penso sinceramente que a recuperação vai iniciar já em 2016 apesar dos entraves políticos, ou talvez até por causa deles. Como diz Russ Roberts (Hoover Institute, EconTalk) estamos cada vez mais exigindo que os governos entreguem desenvolvimento econômico e que as empresas tenham responsabilidade social. Mas, na real, quem faz girar a economia são os indivíduos e as empresas, não o Estado. Toda crise serve para expurgar os menos eficientes e cria oportunidades para novas ideias, conceitos e produtos. E há muitos brasileiros empreendendo por aí. Claro que o ambiente econômico no Brasil nunca foi favorável por todos os motivos já conhecidos (impostos altos, infraestrutura precária, burocracia…), mas isso sempre foi assim. Esses novos empreendedores já estão trazendo soluções interessantes para nós consumidores e vão trazer cada vez mais. Isso vai fazer a roda pegar mais impulso e começar a girar com vigor novamente, empregos estão sendo gerados e o poder aquisitivo das pessoas lentamente será recomposto. O dólar alto também beneficia muito a exportação, o que gera muitas oportunidades de geração de emprego e traz dinheiro para dentro do país. O que pode atrapalhar esse processo de recuperação é o aumento de impostos, de burocracia, mas, apesar de termos tido alguns eventos assim, o impasse político não tem permitido grandes ações nesse sentido, o que é uma ótima notícia para quem está tentando coisas novas.

    Sei que o comentário ficou gigante de novo, mas tentei resumir ao máximo e não entrar muito em cada um dos conceitos. Por isso algumas das ideias talvez não tenham ficado muito claras. Espero que, se esse for o caso, antes de me xingarem, peçam esclarecimentos para iniciarmos uma discussão produtiva.

    Grande abraço!

  • Anderson

    Como sempre muito bom o episódio, estava ansioso por ele, rsrs… Olhando por cima isso tudo que está acontecendo é maravilhoso, nunca aconteceu nada do tipo no Brasil, mas analisando a situação mais de perto fico com o pé atrás, os escândalos dos partidos de oposição e até mesmo de alguns da situação se são investigados acabam em nada, e a grande mídia da somente pequenas notas aqui e acolá, enquanto contra o PT tudo vaza, tudo se faz um show midiático em cima, parece que há uma união para torná-lo um bode expiatório. Eu gostaria muito de ver esse tipo de operação ocorrendo em várias frentes, investigando esquemas de todos os lados, ai teria certeza que realmente estão querendo moralizar o país, por enquanto estou ficando com aquela sensação de que pra variar tem algo a mais nisso tudo. Só espero que mesmo que hajam esses interesses por trás, que como “efeito colateral” isso sirva para despertar nas pessoas que todos envolvidos no governo, do assessor do vereador até o presidente, todos devem ser monitorados muito de perto, porque certamente tem muito mais sujeira embaixo do tapete. O PT não é o problema todo, ele é apenas uma parte de um grande problema muito maior que é a classe política no Brasil.

  • Leo Resston

    Muito bom o podcast novamente, porém conforme vocês já deviam prever, em 1 semana ele já precisa de uma urgente atualização haha.

    O que me parece cada vez mais claro com a possibilidade de o lula assumir algum ministro somente pelo foro privilegiado e o seu pedido de prisão, é de que a situação política está cada vez mais abandonando os termos jurídicos e técnicos e partindo pro grande jogo de xadrez de situação x oposição.

    Acredito que o que veremos daqui pra frente não é necessariamente uma guerra civil, mas uma grande batalha de poderes e influências para definir qual lado sairá favorecido.

    Abraços