NBW083 – Governo Temer e eleições nos EUA 29/04/2016

Amigos do podcast NBW na edição dessa semana discutimos o que Michel Temer, o próximo presidente do país, pode fazer pra tirar o Brasil dessa crise absurda que vivemos. Para chegar nesse ponto da discussão falamos muito sobre o sistema político brasileiro e o que achamos que deve ser mudado.

Ainda em tempo, no final do podcast falamos sobre as eleições nos EUA. A disputa por lá está cada vez mais clara que será entre Hillary e Trump. O que há por vir?

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Música de encerramento

Derrick Hodge Feat Common – We Live Today

Recomendações da semana

Ulisses Neto

1976 The Tenant 

Exit Throught The Gift Shop

 

André Pontes
Barata
  • Não ouví ainda, então desculpaí o vacilo. Apenas deixar minha previsão baseada no meu primeiro grau incompleto. Mas em caso de Temer, estamos de volta a 1994 e as múmias do psdb serão o fernando henrique da vez. Com a vantagem de não existir mais esquerda pra fazer oposição. Desculpe qualquer exagero e por parecer comentário de G1. Abraços

    • Gus Hansen

      Hehe, eu tbm costumo vir aqui mesmo antes de ouvir o podcast pra dar uns pitacos… E olha, se tiver governo Temer e Cunha vou arranjar uma religião, porque só rezando mesmo…

  • Filipe Americo

    Prezados,

    Quando eu comentei sobre o PT não ser reserva moral, não estava falando que vocês “passam pano” para o Partidão. Apenas ressaltei algo que acho engraçado em muitos comentários pela internet, tratando o Temer como o mal encarnado e o PT como salvação. Pra mim eles são farinhas do mesmo saco. É trocar seis por meia duzia no assunto de corrupção.

    Quanto a economia, O Meirelles tem boa reputação perante ao mercado, e acho que apenas com a posse dele as expectativas de inflação vão cair.

    Entretanto, se ele não conseguir passar as medidas necessárias, muitas dependentes do Congresso, acho que a economia vai voltar na mesma.

    Abraços,
    Filipe

  • Jesse Dutra

    Sobre o NBW lá vai meu comentário, embora vou escrever mais sobre o programa pelo Twitter. Além disso esse comentário era pra ter sido publicado no episódio anterior, mas pela imperiodicidade do NBW publico aqui mesmo.

    1) Precisamos falar sobre o Brasil.

    Quero deixar bem claro que embora apóie o processo de impeachment, ele é um instrumento bem feio. Além de, assim como o André, não achar um golpe, mas sim uma conspiração.

    Sendo assim, no alto de minha insignificância, proponho:

    A) Uma ação republicana dos últimos grandes líderes antagônicos de nosso país. FHC e lula. Para que se possa achar uma solução conciliadora.

    B) Solução essa que seria uma reunião republicana entre o vice e a presidente impichada. Para que ambos renunciem e passem o cargo para o presidente do STF Lewandowski.

    C) Nem poderia assumir o cunha, tampouco o Renan, pois um é réu e outro será em breve.

    Dúvidas sobre isso: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160420_cunha_stf_ms_if_rm

    D) Lewandowski presidente convoca eleições, o eleito se compromete a não se candidatar a reeleição.

    E) em dois anos esse possível presidente assume como um agente de transição. Propondo reforma política e eleitoral, chamando a sociedade a discutir, não tomando partido do mérito, mas sim da necessidade de reforma.

    F) pois, quando dizem que aqueles do #impeachmentday tinham sido postos por nós, discordo. Por mim não foram. No ponto que, desde 2010 não voto em eleição proporcional.

    G) exemplificando: em 2010, aqui no RJ tinha uma onda freixico. Freixo estadual, Chico Alencar federal. Por conta disso janira rocha com 5.000 votos para estadual e Jean Wyllys com 15.000, ambos com menos de 10% de votos um parlamentar eleito na média, foram eleitos na aba dos provocadores da onda.

    H) Logo, é urgente que a eleição proporcional acabe, distrital já. Lembrando que o Michel Miguel Elias Temer Lulia apóia o famigerado distritão, uma estrovenga que só ele é o cunha apóiam.

    I) diminuir o número de deputados é essencial, 513 é muito mais de que precisamos.

    J) também aproveitar e acabar com a figura do suplente de senador, que esse sim é um sem voto que tem um super poder. Exemplo é o “inclito” Zezé perrella (PTB-mg), segundo suplente de Itamar Franco, eleito em 2010, falecido logo após, sendo substituído pelo Clésio Andrade, que saiu por conta de denúncias, substituído por este ex-presidente de um clube azul de minas.

    K) Quanto ao suposto melhor nível do senado, concordo em partes, primeiro pelo número de parlamentares, que é menor. Mas coloco esse vídeo pra mostrar que lá é muito mais pessoal de que em bloco a treta.

    https://youtu.be/8rZ-m56RbmI

    2) quanto as pedaladas: a sociedade civil, não importando de que lado esteja, deve fiscalizar a partir de agora todo governante que hesitar a pedalar. Para evitar aquilo que o relator da comissão do impeachment no senado falou, que não sofreu impeachment por pedaladas, enquanto governador, pelo motivo de que ninguém peticionou contra seu mandato, por crime de responsabilidade.

    3) No mais, é meu primeiro comentário longo de todos os podcasts que assino e ouço, espero que seja produtivo e que venha acrescentar ao debate.

    No mais, vida longa aos tabuleiristas!

    Jesse Dutra

  • Jesse Dutra

    Sobre o NBW lá vai meu comentário, embora eu vá escrever mais sobre o programa pelo Twitter. Além disso esse comentário era pra ter sido publicado no episódio anterior, mas pela imperiodicidade do NBW publico aqui mesmo.

    1) Precisamos falar sobre o Brasil.

    Quero deixar bem claro que embora apóie o processo de impeachment, ele é um instrumento bem feio. Além de, assim como o André disse, não achar um golpe, mas sim uma conspiração.

    Sendo assim, no alto de minha insignificância, proponho:

    A) Uma ação republicana dos últimos grandes líderes antagônicos de nosso país. FHC e lula. Para que se possa achar uma solução conciliadora.

    B) Solução essa que seria uma reunião republicana entre o vice e a presidente impichada. Para que ambos renunciem e passem o cargo para o presidente do STF Lewandowski.

    C) Nem poderia assumir o cunha, tampouco o Renan, pois um é réu e outro será em breve.

    Dúvidas sobre isso: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160420_cunha_stf_ms_if_rm

    D) Lewandowski presidente convoca eleições, o eleito se compromete a não se candidatar a reeleição.

    E) em dois anos esse possível presidente assume como um agente de transição. Propondo reforma política e eleitoral, chamando a sociedade a discutir, não tomando partido do mérito, mas sim da necessidade de reforma.

    F) pois, quando dizem que aqueles do #impeachmentday tinham sido postos por nós, discordo. Por mim não foram. No ponto que, desde 2010 não voto em eleição proporcional.

    G) exemplificando: em 2010, aqui no RJ tinha uma onda freixico. Freixo estadual, Chico Alencar federal. Por conta disso janira rocha com 5.000 votos para estadual e Jean Wyllys com 15.000, ambos com menos de 10% de votos um parlamentar eleito na média, foram eleitos na aba dos provocadores da onda.

    H) Logo, é urgente que a eleição proporcional acabe, distrital já. Lembrando que o Michel Miguel Elias Temer Lulia apóia o famigerado distritão, uma estrovenga que só ele é o cunha apóiam.

    I) diminuir o número de deputados é essencial, 513 é muito mais de que precisamos.

    J) também aproveitar e acabar com a figura do suplente de senador, que esse sim é um sem voto que tem um super poder. Exemplo é o “inclito” Zezé perrella (PTB/MG), segundo suplente de Itamar Franco, eleito em 2010, falecido logo após, sendo substituído pelo Clésio Andrade, que saiu por conta de denúncias, substituído por este ex-presidente de um clube azul de minas.

    K) Quanto ao suposto melhor nível do senado, concordo em partes, primeiro pelo número de parlamentares, que é menor. Mas coloco esse vídeo pra mostrar que lá é muito mais pessoal de que em bloco a treta.

    https://youtu.be/8rZ-m56RbmI

    2) quanto as pedaladas: a sociedade civil, não importando de que lado esteja, deve fiscalizar a partir de agora todo governante que hesitar a pedalar. Para evitar aquilo que o relator da comissão do impeachment no senado falou, que não sofreu impeachment por pedaladas, enquanto governador, pelo motivo de que ninguém peticionou contra seu mandato, por crime de responsabilidade.

    3) No mais, é meu primeiro comentário longo de todos os podcasts que assino e ouço, espero que seja produtivo e que venha acrescentar ao debate.

    No mais, vida longa aos tabuleiristas!

    Jesse Dutra

  • Fabian Brito

    Meia hora só chuvendo no molhado. Enfim não sei se vcs curtem mas tá ae: Tame Impala – Currents (2015)

  • Gus Hansen

    Caros NBWers,
    A coisa tá feia. Conspiração quase consolidada, mas não tá morto quem peleia.
    Já sobre o provável governo Temer, o Ulisses matou a charada: será amarrado, comprometido e tão inábil quanto o anterior. Fora ter de carregar a pecha de ilegítimo.
    PSDB vai continuar a agitar somente nos bastidores, sem assumir grandes compromissos. Vi neste final de semana entrevistas com FHC e Aloysio e ambos disseram o mesmo: vamos apoiar o que convir mas não vamos assumir nenhum compromisso. Hoje (segunda 03/05) lançaram o programa de 15 pontos condicionais para apoiar o governo Temer. Muito bonito, fácil do povo entender, alguns pontos populares, outros pueris, e um ótimo pretexto pra permanecer um pé lá outro cá… A ver. Até terminar o processo ainda vai ter muito vai e volta.

    Nessa estória toda imagino o que vai sobrar. Vai sobra é vergonha pra todo lado. A esquerda ver que perdeu um governo, uma oportunidade histórica de mudar de forma perene certas desigualdades, ver setores vendidos ao conchavo. Vão ter que engolir vários sapos e se reorganizar.
    Já as vergonhas do outro lado serão bem maiores. Vão ver que derrubaram um presidente por acreditarem que esta crise é a maior de todos os tempos (really??) e a culpa de todo o mal é do governo. Por acreditarem em um processo bombado pela mídia e nas redes sociais. Neste últimos anos foi gerado um ódio que agora tem espaço, apoio e direito de ser. Se fascistas sempre existiram, hoje eles conseguiram muitos falsos pretextos para agir livremente.
    Quem apoiou o impeachment vai ter que lidar com Cunha sentado na presidencia, provavelmente já no primeiro mes de governo de transição, sabendo que faz parte do movimento que levou um canalha ao maior posto do país.

    Porque ainda insisto: Este governo pode ser péssimo, o pior se quiserem, mas seria muito melhor para quem é contra fazer uma baita oposição e esperar 2018 com grandes chances de vitória do que embarcar neste misto de conspiração e politicagem que desembocou em um cenário de conflito político e popular.

    ———————————————–

    Sobre a edição passada o interessante é notar que na maioria dos veículos estrangeiros sempre vemos o questionamento da situação quase surreal do processo. Mesmo sem assumir posição há um estranhamento com o encaminhamento da coisa.
    Uma sugestão relacionada ao tema é assistir a última edição do programa VerTV da TV Brasil que tratou do tema da cobertura estrangeira. Teve convidado da Telesur, francamente fechado com a esquerda, como esperado. Teve o editor da BBC no Brasil e um repórter do Los Angeles Times que vive no Brasil há 5 anos. Olha, chega a dar um vergonhinha (também fui jornalista) na comparação do escopo da cobertura. Uma repórter da Rádio Nacional da Suécia fez a cobertura das manifestações no interiorzão, em cidades e bairros fora do público alvo das avenidas, para saber se as demandas dos manifestantes ecoava entre os que não tinham tempo de protestar. O correspondente do Los Angeles Times, por exemplo, disse que só não conhece Roraima entre todos os estados do Brasil. Disse que viaja de onibus para ter a oportunidade de parar em cidades pequenas e conhecer o Brasil por dentro. E riu ao comentar o que aconteceria se um juiz gravasse uma conversa do Obama de manhã e divulgasse para a imprensa de tarde… Outro fato que lhe chamou a atenção ao chegar no Brasil é que ele imaginava encontrar uma imprensa dividida, com diferentes vozes e setores representados nos meios de comunicação, e não o alinhamento ideológico massivo dos grandes veículos.

    Olha, não é querer humilhar os jornalistas brasileiros, acho que na verdade o setor vem sofrendo uma desvalorização quase devastadora nas últimas décadas. Não falo da briga com a internet, mas da banalização do que é o jornalismo, a importancia de ter gente que se dedique a informar com ética, com olhar no benefício do receptor. A imagem do jornalista veio se desgastando perante o povo ao ponto em que não consideram mais uma figura essencial na sociedade. Jornalista gozava uma certa “moral” entre as pessoas, ele andava ao lado dos fatos, e de alguma forma, da verdade. Hoje, são pouquíssimos os considerados isentos, quase nenhum está livre de ser abordado ou apanhar na rua por ser visto como porta-voz de alguma ideologia. …E lembrar que até em guerra jornalista é poupado da mira no campo de batalha.
    O encolhimento da imprensa é brutal. Eu vivo em Curitiba e aqui só existe a Gazeta do Povo de jornal. De meia dúzia de concorrentes nos anos 90 sobrou um. Nas TVs a produção local é ínfima, fora a da Globo, que tbm não é nada demais. Hoje, estações de TV que por décadas produziram conteúdo local foram reduzidas a retransmissoras. Não que eu seja um saudosista, mas acho que existe uma grande lacuna a ser preenchida em toda a mídia, na parte editorial, no alcance, no uso dos meios, na regionalização.
    Outro problema é que jornalista é mal pago. E, em parte, é culpa dele, que sabe cobrir a greve de outras categorias mas não sabe organizar a sua. Aqui em Curitiba o achatamento dos salários nas redações é de dar medo, simplesmente se decreta e pronto. O sindicato chia um pouco mas nunca há ganho pros jornalistas… As reengenharias que tomaram contas das grandes empresas nos últimos anos transformou redações em repartições assépticas e cumpridoras de metas.
    Enfim, torço para que o Jornalismo brigue para retomar a relevancia e o respeito. Os senhores contribuem neste sentido.

    Abraço.
    Desculpe mas meu teclado falha em alguns acentos…

  • José Pereira

    O governo Temer abre espaço para muitaaaaaaaaaaaaa conversa! Primeiro, sobre um possível corte no Bolsa Família. Recentemente, o Ciro Gomes esteve dando uma palestra e foi muito didático em falar sobre o Bolsa Família. https://www.facebook.com/CiroGomesBR/videos/1587804188178522/

    Sobre a nova equipe econômica e a não criação de novos impostos. O Joaquim Levy no começo de seu curto período no governo, deixou muito claro que não tinha interesse em criar um novo imposto. Com o passar do tempo e vendo que nenhuma reforma administrativa seria feita, ele perdeu a queda de braço com Nelson Barbosa e comprou a ideia da CPMF. Sinceramente, acredito que possamos não depender do retorno do tributo. Com uma equipe econômica nova e um trabalho transparente de verdade, pode até ser possível a aceitação de sua volta. Mas isso deve ser colocado como “última medida”. Detalhe, o convidado do Roda Viva nesta semana foi Armínio Fraga e ele comenta sobre a CPMF, achando ser praticamente impossível não retornar com o tributo (se não estou enganado).

    A postura do PSDB deve ser de “auxiliar” na coalizão. Na verdade, rolou até uma crítica à postura do Serra, porque ele se envolveu demais e, como ele é um Tucano forte, acaba levando a legenda consigo. Eles falaram que queriam uma maior participação do PSDB como um todo, não apenas do ex-governador. É válido lembrar que já houve fofoca de uma possível desfiliação de Serra do PSDB para ter mais força no PMDB. Pelo andar da carruagem, os pontos começam a ser ligados, mas tem muito a acontecer ainda. Aproveitando que estamos falando da Tucanada, concordo que foi uma “mãe” como oposição, porque era incompetência demais. A maior prova disso foi conseguir perder uma eleição para uma candidata que fez um mandato horrível, não consegue se comunicar bem, debate de maneira deplorável e teve que ficar exaltando Lula para poder ter alguma referência positiva em seu discurso. Sério, o PSDB é a oposição que toda situação deseja ter.

    O Eduardo Cunha jamais será cassado pela Câmara, não adianta. Além de ter uma equipe com a melhor interpretação e execução do regimento da casa (não estou falando que ela é boa, mas ele consegue fazer tudo que deseja achando brechas “legais” no documento), é líder antigo do Baixo-Clero e possui aliados em tudo, ou seja, alguém extremamente blindado. Pessoalmente, acredito que a única maneira dele sofrer qualquer tipo de punição seja através do STF. O problema disso tudo, é que o STF não é digno de confiança porque demonstra uma morosidade horrível, dificultando uma esperança concreta. Talvez em um momento como o do caso do Cunha, sinto falta do Joaquim Barbosa, porque ele uma ministro mais midiático e, com toda certeza, usaria do julgamento para aumentar sua popularidade. Há alguns anos comento com amigos que ser do legislativo brasileiro é muito cômodo porque pouquíssimas pessoas sabem qual sua verdadeira função e, muito menos, sua atuação. Então ele fica lá, ganhando bem pra caralho, sem nenhuma fiscalização e com um nível de cobrança mínimo, porque a população colocou na cabeça que o político do executivo é Rei e faz o que quiser. É muito fácil, rola muito dinheiro e poder para pouquíssima cobrança.

    Por fim, sobre os estados do Nordeste. Eu sou paraibano, morei lá e em Pernambuco durante toda minha vida e me mudei recentemente para São Paulo. O que André falou sobre Eduardo Campos é a mais pura verdade. Aliás, eu sempre fui muito crítico com meus amigos que o endeusavam, pois o que ele fez era o mínimo esperado para um estado que recebeu tanto investimento na década passada. Hoje, Pernambuco talvez seja o estado mais afundado na crise porque não conseguiu tornar os investimentos sustentáveis e elegeu alguém técnico para ser o governador, ao melhor estilo Lula/Dilma. O político tem de saber fazer política! Não adianta achar que alguém técnico vai por ordem na casa. São séculos de jeitinhos, maracutaias e esquemas que precisam ser estudados cuidadosamente porque tudo faz parte do jogo de xadrez da política brasileira. Não é que os Gomes, Campos e etc foram maus governadores. O problema é mais profundo, mais antigo, o Nordeste é atrasado por natureza e vai levar muito tempo para essa corrente ser quebrada. A imagem do Coronel ainda é muito forte, praticamente estes políticos oligarcas são o reflexo moderno de uma situação histórica. Para imaginar um desenvolvimento de verdade, teremos de romper a estrutura dos Sarney, Gomes, Cunha Lima, Arraes/Campos, Calheiros, Magalhães e etc. O Nordeste precisa da atenção que o governo Lula deu, porque o Brasil precisa aumentar sua atratividade, mas isso requer tempo e investimento, com menos participação de coronéis que usam da política apenas para aumentar seus patrimônios privados. (Particularmente, eu gosto de Ciro Gomes e, hoje, segundo os nomes que já se anunciaram candidatos, é o meu favorito).

    Partindo para o outro tema, acho que tem algo que precisa ser enfatizado sobre as eleições americanas. A própria administração do partido republicano está praticamente implorando para os eleitores não apoiarem Trump. No fim das contas, não tenho tanta segurança que republicanos moderados preferem eleger Trump a mais quatro anos de governo Democrata. E outra, as eleições presidenciais ainda vão começar e ficará ainda mais claro o despreparo de Trump em assumir tal cargo. Acredito que os debates serão humilhantes, pois Clinton é preparada para discutir sobre os EUA com conhecimento verdadeiro e preciso, não de maneira superficial. Não consigo imaginar aquele paspalho como Presidente dos EUA.

    No aguardo da próxima edição! Vou repetir minha sugestão musical do comentário passado: Road Salt One – Pain of Salvation.

  • Maispiordoquevoce

    Em resposta ao post no facebook relatando o “O nível de discussão altíssimo” dos comentários do NBW:
    – bosta, xixi, meleca, cagão de merda e cú!

    Continuem o ótimo trabalho.

  • Edson Lira

    Sou uma das pessoas vindas do Mamilos 😀 mas não sou filósofo ou mestrando em nada 🙁
    Eu só queria aproveitar que vcs comentaram sobre a ida dos tucanos às manifestações e suas consequências e falar uma coisa que ainda não vi ninguém falando em podcast nenhum. As últimas manifestações de massa a favor do impeachment não foram organizadas pelo PSDB. Desde sempre elas foram organizadas e promovidas pelo MBL. O que aconteceu é que depois do vazamento dos grampos de Lula, os partidos da oposição viram que era agora ou nunca e resolveram tentar puxar para si o protagonismo das manifestações, só que esse trem já tinha saído e eles acabaram sendo expulsos pelos manifestantes pois ali não especiais ou queridos. É totalmente incorreto uma pessoa dizer que os tucanos foram expulsos das manifestações que organizaram, pois o máximo que fizeram foi divulgar o ato, mas da organização mesmo não tiveram nenhuma participação.

    • André Pontes

      Justamente o que eu disse. Não foi o PSDB que organizou e quando seus políticos quiseram puxar pra si o protagonismo das manifestações foram expulsos delas.