NBW085 – Romero Jucá, Referendo na Inglaterra e Eleições nos EUA 24/05/2016

Amigos do podcast NBW, estamos de volta antes do esperado. Primeiro por causa do feriado e segundo porque não teríamos outra data pra gravar nessa semana.

Na edição 085 falamos muito sobre o significado do audio do ex-ministro Romero Jucá e da sua demissão do governo Temer. E, como o mundo não gira só aqui no Brasil, voltamos nosso radar também para outros dois assuntos: o referendo que acontecerá em junho na Inglaterra para decidir se o país vai permanecer ou não na União Europeia e um panorama de como estão as eleições nos Estados Unidos. Será que deu ruim por lá e o Trump vai ganhar? Ele já encostou na Hillary nas pesquisas, significa? E o Sanders, por que ainda não desistiu da disputa?

Tudo isso você escuta nessa edição 085 do NBW, que mais uma vez conta com os três integrantes.

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Música de encerramento

Marcus Strickland – Alive

Recomendações da semana

Ulisses Neto

Filme – In the mood for love

André Pontes

Podcast Mamilos – Adoção (a edição irá ao ar na sexta-feira, dia 27/05)

Barata

Livro – The Library at Mount Char

  • Rogério Calsavara

    O podcast está muito bom e bastante informativo, mas confesso que achei o ponto alto a indignação do Ulisses ao saber que o André ia participar do Mamilos de novo. Foi tão engraçado que até voltei para ouvir de novo.

    • André Pontes

      hahaahahaha

  • José Pereira

    De uma coisa eu tenho certeza, nem vocês, nem os mais interessados em política ficaram surpresos com o que aconteceu com Romero Jucá na semana passada. Quando acontece algum escândalo de corrupção em nível federal, a única certeza que você terá 100% de acerto é: O nome de Romero Jucá estará estampado entre os envolvidos. Mas eu fiquei com dúvida sobre a legalidade dos áudios. Quando alguém divulga uma conversa de outros envolvidos sem autorização judicial, isso não é ilegal? Eu realmente fiquei me questionando o tempo todo, apesar de concordar que é um detalhe irrelevante. O problema é que dentro da polarização atual, eu ainda procuro ser cuidadoso para não repetir comportamentos os quais não considero corretos. Houve bastante manifestação sobre o erro cometido por Moro em liberar áudios que ele não tinha autorização judicial. Mas, nesse caso do Machado, como fica? Eu entendi que isso faria parte da “Delação Premiada” que ele faria e tudo mais, porém ficou muito evidente que ele preparou uma cama de gato para sair derrubando geral.

    Sobre a tal meta orçamentária, eu lembro de minha namorada comentando comigo “Pô, meta de 170 bilhões de déficit é uma palhaçada”. Realmente, o número é um chute no saco. Acho que poderia fazer melhor? Claro. Acho que nós conseguiríamos atingir superávit? Se usarmos contabilidade real e fidedigna, tenho absoluta certeza que não. A questão é, desde quando os números começaram não fechar durante o governo Dilma, aproximadamente em 2013, a equipe econômica conseguiu vários duplo twists carpados-grupados-parafusados para transformar qualquer número em receita e jogar para o congresso aprovar. Porra, os caras tinham maioria absoluta, não teriam dificuldade. Em 2013 passou numa boa. Em 2014 já teve bastante barulho da oposição. Até porque as eleições tinham acabado de ocorrer e não tinha como acontecer a mesma passividade. Houve uma cobertura mais presente da mídia e o assunto teve uma importância maior na população. No fim, rolou a aprovação. Mas pode ter certeza que foi graças à “dependência” comprovada ao congresso que o faixa preta do Cunha percebeu “opa, parece que eles não têm muito controle de sua gestão, acho que posso ganhar alguma coisa com isso” (usei o termo dependência porque se o governo tivesse feito um planejamento direito, isso não precisaria ser votado e nem haveria polêmica na questão). Resumindo, as contas apresentadas todo começo de ano pela equipe da presidente não tinham qualquer índice de confiabilidade. Quer um exemplo? A CPMF estava contida dentro do balanço trazendo a receita de alguns bilhões. Eles estavam contado com um imposto que ainda não tinha indo a plenário para discussão e nem sabiam se contariam com sua votação. Sério, isso é patético.

    Sobre o referendo na Inglaterra, preciso procurar mais artigos comentando dos efeitos de uma possível saída. Uma das coisas mais bacanas do voto facultativo é a maior probabilidade de reviravolta nos resultados das eleições. Existe algum partido que fez campanha aberta para a saída deles da EU? Não me atentei ao fato. Para mim, a situação mais complexa seria a vitória favorável à saída, pois seria um tremendo choque no bloco, podendo simbolizar o começo de uma possível derrocada. Particularmente, considero a EU uma aposta interessante, porém ela precisa ter uma maior flexibilidade em relação as potencialidades de cada país. Eu nunca poderei aplicar o mesmo modelo econômico que funciona na Alemanha ou na Finlândia na Grécia ou na Irlanda. Vejam bem, estou falando de modelo! Acho que as metas e os compromissos devem ser padrão sim, porém também serem adaptadas para as realidades de cada país.

    Por fim, sobre as eleições americanas. O partido Libertário confirmou candidatura própria nas eleições americanas. Gary Johnson, ex-governador do Novo México e que já fora candidato no sufrágio presidencial passado obtendo apenas 1% dos votos, recebeu apoio do partido para configurar uma nova candidatura. Eu sou um admirador do Partido Libertário porque muito do que defendo está diretamente ligado à sua agenda. Tem se falado que ele pode receber uma parcela significativa dos votos devido a situação em que se encontra a política americana. Basicamente, o natural nos EUA seria os republicanos vencerem o pleito exatamente porque a alternância de poder lá é bastante comum. Entretanto, há muita desconfiança com Trump (felizmente!). Isso daria voz para uma “terceira via”. Estou curioso para ver o desdobramento da situação.

  • Rogério Calsavara

    As eleições americanas sempre foram de interesse do mundo inteiro, mas esse ano com o Trump o mundo vai acompanhar cada passo com muito mais interesse… e preocupação…