NBW092 – Rio 2016 e Eleições nos EUA 31/07/2016

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Os jogos olímpicos dos memes chegaram e na pré-olimpíada já temos o nosso medalhista de ouro: Eduardo Jumento Paes e seus dois pets de estimação que ganhou da Australia. Piada pra lá, papo sério aqui. Na edição 92 do podcast NBW os três integrantes debatem os Jogos do Rio, a política brasileira e o temor cada vez maior chamado Donald (Será?) Trump.

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Música de encerramento

Caetano Veloso – It’s a Long Way

Indicações da semana

Ulisses Neto 

Caetano Veloso – Transa

André Pontes

Nação Zumbi – Novas Auroras 

Barata 

Série – Stranger Things 

  • Silvana Oliveira E Silva

    O que dizer? Hoje ouvir NBW é obrigatório para mim rs.
    Sobre as Olimpíadas, já que moro na vizinhança dos Jogos (Niterói), vou dizer o que penso. Eu comprei ingressos para 4 dias, há cerca de 1 ano. Daqui a 2 dias vou ao primeiro evento, o jogo de futebol feminino no Engenhão. Saindo de Niterói, estou montando uma operação de guerra para ir junto com a minha mãe, com planejamento desde logística de alimentação pré e pós evento (já que os preços dentro do estádio sempre são tristes), rota para transporte público e segurança.
    A minha impressão é que houve uma empolgação inicial, mas fomos contagiados pelo mau humor que invadiu tudo o que diz respeito ao nosso país. Na Copa, o Rio foi palco de ótimos momentos, mas aí veio o 7 x 1, que nos fez repensar a vida rs. Então, penso que estamos um pouco traumatizados, com medo de viver a alegria do momento até que estoure uma bomba (literalmente), ocorra uma tragédia com alguma instalação olímpica, uma batida de trem (Deus me livre, já que vou de trem pro Engenhão)… Mas tenho expectativas de que a abertura dê o tom do evento. Se a abertura for adequada a uma Olimpíada (nem precisa superar ninguém, só seja digna), vamos ficar mais animados.
    E fora a revolta de quem mora na Barra e quer andar de carro pelo Rio…. Ahhhhhhhhhhhh Esses já começaram a se ferrar hoje (velocidade média na Linha Amarela 10 Km/h)….
    Abraço a todos! Daqui a 2 dias, a sobrevivente volta aqui para contar novidades, caso existam.

  • Highlander

    Saudações NBWs!
    Muito obrigado por mais um ótimo programa!
    Sobre as Olímpiadas, acho que há um sentimento de desinteresse. Na época da Copa do Mundo havia discussão sobre o assunto. Fosse contra, fosse a favor, a Copa do Mundo era assunto. Já as Olimpíadas… parece que não é assunto. Ninguém está se importando muito. Veremos quando os jogos efetivamente começarem, mas acho que não vai mudar muita coisa.
    Quanto à política americana, confesso que até há pouco estava apavorado com a possibilidade do Trump ganhar. A primeira vez que fiquei sabendo que o Trump era um pré-candidato republicano encarei como uma galhofa. E ao longo do tempo fui ficando cada vez mais incrédulo com o que estava acontecendo. Como se repetidamente as possibilidades mais absurdas e improváveis fossem ocorrendo. E é tanto absurdo que agora já não duvido de mais nada e até já estou conformado com as piores possibilidades…

  • José Pereira

    Ulysses não tá escondendo a inveja mesmo pelos meninos desfrutarem de momentos divertidíssimos (imagino eu) com as meninas do Mamilos. Mas te entendo, lenda grega, também gostaria de poder desfrutar da companhia delas em algum momento.

    A campanha de Trump já me fez criar diversos planos estratégicos de como ele poderia ganhar a eleição. Primeiro, por mais que Trump seja um cara que herdou uma puta grana e tal, é inegável que ele sabe fazer o marketing pessoal. Independente de gostar dele ou não (obviamente, meu caso), não podemos desmerecer as habilidades de alguém, por mais detestável que ele seja, e Trump sabe se vender como ninguém. E por ser um homem de negócios, ele deve conhecer muita gente competente do marketing político e formar uma equipe para elaborar os planos mais inacreditáveis imaginados. Porque como no caso do discurso sobre a Rússia, um discurso “copia e cola” ao melhor estilo trabalho de escola mal feito seria o suficiente para derrubar qualquer candidato no mundo, menos Trump, só se falou nele! E pelo podcast da NPR, eles deixam a entender que ficam ridiculamente surpresos constantemente com a falta de noção de todo um plano de campanha. O André trabalha com isso, tem experiência de verdade no assunto e é alguém muito mais gabaritado para comentar sobre o caso, mas eu já estou certo que tudo feito está sendo minuciosamente combinado para atrair público, de todas as maneiras, e ele ter sua tentativa de ganhar aquele voto do cara que está completamente desacreditado, principalmente levando em consideração a falta de carisma de Hillary. Trump é caricata, isso é fato, e talvez seja uma característica que possa carregar alguns votos a mais na corrida presidencial. Mesmo assim, o que mais espero neste pleito americano é uma cobertura maior sobre a terceira via, o partido libertário, pois imaginei que já teria ocorrido mais barulho até então.

    Eu não vou nem comentar sobre Eduardo Paes porque meus dedos merecem ser poupados. Até o dia da gravação do programa, realmente só se falava sobre as Olimpíadas para descer o sarrafo. Porém, no domingo, a globo já virou a chave e não se comenta em outra coisa. Eu não sou a favor da exclusão das modalidades de Tênis ou Golfe pela falta das estrelas, pois eu vejo como uma grande chance de atletas de segundo escalão terem chance de aparecer, ganhar incentivos (via patrocínio ou mídia) para continuar praticando e tentar continuar evoluindo. Eu não gosto de restrição de atletas profissionais, apenas acho que vai quem quer e ponto final! O Comitê Olímpico daquele país que convença o atleta a disputar os jogos olímpicos ou não. Sobre o Brasil, sem sombra de dúvidas será o maior resultado olímpico de nossa história. Eu chuto que passaremos das 25 medalhas no total (o melhor resultado foi em 2012, 17 medalhas, caso não esteja enganado) e vai rolar um papo que houve muito incentivo à pratica esportiva nos últimos anos. Bem, a verdade é, teve uma ação excelente que gerou muita polêmica que foi um trabalho conjunto com as forças armadas para ceder espaço aos atletas para poderem treinar com uma estrutura melhor, para isso, os atletas tiveram de fazer cursos de militares e integrarem o corpo das forças armadas, respeitando os regimentos e blá-blá-blá. O auge desse “problema” foi os atletas prestarem continência à bandeira durante o hino nacional. Bem, eu não me incomodei porque já pratiquei diversos esportes, tenho exata noção de quanto esforço você precisa para chegar neste nível e estou cagando para atitudes de milico quando os caras estão no pódio. No fim, acho que teremos um resultado final semelhante ao do Pan de 2007, em que poderíamos nos firmar como potência esportiva, mas tudo vai virar um aglomerado de poeira.

    Excelente programa mais uma vez! Até a próxima.

  • Karl Milla

    Salve Senhores da Guerra.

    Donald Trump é inconsequente, imprevisível e perigoso sim, mas a contínua campanha democrata e de boa parte da mídia americana e mundial para taxá-lo como “maluco” e para rotular seus seguidores como “brancos pobres, ignorantes, preconceituosos e racistas”, além de errada, é contraproducente e é exatamente o mesmo erro que os concorrentes de Trump cometeram na pré-campanha. Lendo estatísticas e relatos dos seus apoiadores, é fácil perceber que a grande maioria tem um nível educacional e de renda mais alto que a média americana e são muito menos preconceituosos e racistas do que se supõem. Na verdade seu maior defeito talvez seja ignorância do real funcionamento da economia, falha essa que os aproxima muito mais da base de eleitores democratas. E, a meu ver, esse é grande trunfo de Trump, ele deixou de pautar sua campanha, ao contrário de praticamente todo candidato conservador até hoje, em questões religiosas e morais (aborto, casamento homossexual, “liberdade” religiosa, etc.) e se concentra em assuntos mais econômicos (ainda que falácias) como a influência dos imigrantes no mercado de trabalho e os acordos comerciais. O único ponto em comum com a tradicional agenda republicana talvez seja a dureza nas declarações sobre terrorismo, o que, no mundo de hoje, acaba encontrando ouvidos simpáticos. Isso faz com que o Don consiga arregimentar, além do tradicional eleitorado conservador que é praticamente cativo, muitos indecisos que não se sentiam representados nem pelo excesso de conservadorismo de um lado, nem pela exagerada complacência de outro (estou falando da percepção do eleitorado). E ter uma adversária tão pouco empática como a Hilary também torna tudo mais fácil.
    Minha opinião pessoal é que o grande problema nos Estados Unidos é a crescente concentração de poder na esfera federal que vem ocorrendo nas últimas décadas, independente do partido, o que torna a disputa pela presidência ao mesmo tempo muito mais importante e muito mais atrativa a populistas e demagogos. É absolutamente imprescindível que os americanos e também nós brasileiros comecemos a defender e cobrar uma descentralização do poder. No Brasil na verdade precisamos de uma completa inversão, deixando os municípios em primeiro lugar e estados em seguida muito mais independentes econômica e politicamente de Brasília e automaticamente mais responsáveis (“accountables”) por suas políticas regionais. Se tivéssemos esse sistema antes da candidatura do Rio às Olimpíadas, tenho certeza que o cenário hoje seria completamente diferente.

    Abraços,
    Karl Milla