NBW095 – Chupa Cunha, PPT Lula, Eleições Municipais e Donald Trump 18/09/2016

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  • Ruan Victor

    Olá, sou de Arapiraca-AL (Sim, vocês tem ouvintes do agreste alagoano) as eleições aqui são bem bizarras, o Candidato da chapa da atual gestão é o Sr Ricardo Nezinho, que ficou “famoso” no Brasil pelo projeto que ele elaborou e não conseguiu explicar, o da “Escola sem partido” (https://www.youtube.com/watch?v=ktNgvBnUj_A). É provavél que ele ganhe porque dos 3 candidatos principais ele é o que tem mais dinheiro, comenta-se que um dos outros 2 candidatos é Laranja, para poder dividir os votos da oposição. (Arapiraca tem 220k de habitantes e não tem segundo turno).
    As mudanças das regras eleitorais foram bem benéficas em algum aspectos, as campanhas estão mais curtas o que significa menos carros com som alto fazendo propaganda, o dinheiro está menor e os outros dois candidatos da oposição estão tendo dificuldades para tentar superar o Ricardo Nezinho.

    Ah, a atual gestão está na prefeitura do município desde 1990. Essa gestão é do PMDB, a oposição aqui é o PSDB. PMDB é muito forte em Alagoas por causa do Renan Calheiros que praticamente manda no estado. Seu filho é o atual governador e seu irmão é prefeito de Murici (Cidade natal de calheiros). Remi Calheiros, o atual prefeito de Murici provavelmente irá passar a “chave da cidade” para Olavo Neto, filho do deputado estadual Olavo Calheiros. Ele é sobrinho do nosso presidente do Senado e chefe da “Capitania hereditária” de Alagoas.

    Se vocês acham a política bizarra no centro do país, venham ver o que é bizarrice no nordeste.

    • Ulisses Neto

      Arapiraca é uma cidade que mora no coração de muitos São-Paulinos, como eu, Ruan! Baita entrevista do provável futuro prefeito da sua cidade, hein? Vamos rir pra não chorar… Sobre a “Capitania hereditária” de Alagoas, não se esqueça que vivemos situação semelhante em SP, onde o tucanato manda e desmanda desde 1o. de janeiro de 1995 até os dias atuais. Em linhas gerais, o PMDB segue firme nos municípios brasileiros, algo impressionante mesmo… Abração e obrigado pela mensagem!!

  • Karl Milla

    Caros Senhores da Guerra,

    É muito bom ouvir o time completo do NBW (mesmo o Barata gravando do banheiro e o Ulisses mastigando enquanto fala). Muito boa discussão!

    Quero só deixar um comentário sobre o financiamento de campanha. Sou um desses “porcos capitalistas” contra o financiamento público de campanha por um motivo bem simples: ele não ataca o problema da corrupção do poder público pelo capital e cria arbitrariedades perversas no sistema político.

    Pessoas são movidas por incentivos (morais, legais, econômicos, etc.). Quando há um estado capaz de beneficiar certos grupos, estes tem um incentivo gigantesco para cooptar os representantes do estado e esses políticos por sua vez tem também um incentivo enorme de se aproveitar dessa posição em benefício próprio. Esse esquema é ilegal por si só, mesmo através de doações legais. E só há uma maneira de reduzir esses incentivos à corrupção: reduzir o poder dos representantes do estado sobre a economia (cofres público, incentivos fiscais pontuais, licitações, etc.).

    Nesse aspecto o combate à corrupção é muito parecido com o combate às drogas. Apesar de já ser ilegal, os traficantes sempre acham uma maneira criativa de burlar a lei. Mas, já que é proibido, os preços inflacionam e as leis anti-drogas, na prática, transformam o tráfico em atividade cartelizada, altamente lucrativa. Da mesma forma, com a simples proibição do financiamento privado, sem nenhuma medida adicional para diminuir os incentivos, o que invariavelmente acontece é que o “preço” cobrado pelos políticos aumenta e concentra-se ainda mais o poder de corrupção em algumas poucas empresas grandes o suficiente para compensar o risco (cartelização). Ações fiscalizatórias e policiais acabam sempre um passo atrás dos criminosos, com uma eficiência pífia e um custo enorme para a sociedade.

    Além disso, o financiamento puramente público oferece uma grande tendência de engessar o sistema político pois, para ser “justo” deve obedecer algum critério eleitoral momentâneo (composição da câmara, resultados das últimas eleições), beneficiando enormemente partidos momentaneamente mais presentes e praticamente impossibilitando o crescimento ou o aparecimento de partidos menores.

    O teto máximo para gastos de campanha é uma medida à primeira vista mais interessante, mas hoje em dia, na era das redes sociais, é muito fácil esconder um exército de militantes (que nem precisa estar no Brasil) atuando escondido através de perfis falsos. E essa turma do André (brincadeira!) de marketing político já é especialista há muito tempo em maquiar e esconder gastos de campanha.

    Em resumo, para se combater realmente a corrupção, é preciso atacar sua causa real. Se não fizermos isso, no lugar de cada Odebrecht e Lula decapitados surgirão sete depois da Lava-Jato esfriar.

    Grande abraço e continuem o ótimo trabalho!

    PS: Fantásticas indicações nesse episódio e música matadora no final!

    • Ulisses Neto

      Fala, Karl! Primeiramente, em minha defesa, estou com a garganta inflamada e mastiguei algumas pastilhas durante a gravação pra dar uma aliviada. Não caiu legal junto com o vinho… hahaha Sobre o seu comentário, eu também não sou a favor do financiamento público. Nem do financiamento de empresas. O modelo atual me parece perto do mais correto, com teto de gastos e proibição para CNPJ. No meu mundo ideal, só retiraria a existência do fundo partidário e as legendas que se virem pra arrumar dinheiro. O problema do financiamento privado com doações de empresas é que cairemos no ciclo que já estávamos até as últimas eleições, com o partido do governo tendo extrema facilidade para montar caixa 2 e aliciar grandes empresas. É uma equação dura de ajustar mesmo… O certo é que os golpes e tramoias sempre vão existir, independente do sistema. A ideia é ter um esquema que facilite a identificação deles… Valeu pela audiência mais uma vez! Abração

      • Karl Milla

        Minha única ressalva é que o sistema atual não evita a captura do poder público pelo capital. O partido do governo ainda tem extrema facilidade para montar caixa 2 e aliciar grandes empresas. Talvez não consigam utilizar todo esse recurso nas campanhas, mas não tenho dúvidas que a “criatividade” dessa gente vai achar meios. Além disso, o abastecimento de campanhas não é o único (talvez nem o principal) destino do dinheiro da corrupção.
        Se puder, favor leia meu outro comentário aqui no site pra entender melhor meu ponto de vista. Grande abraço!

  • Lucas Buarque

    Achei interessante a parte sobre a auto-identificação dos brasileiros como latinos. Falaram que isso era mais uma visão importada dos EUA do que algo próprio deles (dos latinos, com os quais eu também não me identifico, hahahaha), mas pelo que eu vi na América Latino, discordo bastante. Pode até não ser algo de concordância geral, mas os latinos se veem como latinos bem mais que os brasileiros, olha isso aqui: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292016005002106. A pesquisa já tem uns anos, mas à época só 4% dos brasileiros usaram essa expressão para se auto-designarem e não vejo nada nos últimos anos que indique que algo tenha mudado nesse sentido.

    Sobre minha cidade: aqui em Indaiatuba-SP o segundo candidato nas pesquisas faz parte da COLIGAÇÃO REINALDO NOGUEIRA, que é o atual prefeito. O problema é que o Reinaldo está afastado, estava preso até um mês atrás (http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/08/apos-49-dias-reinaldo-nogueira-deixa-presidio-de-tremembe-sp.html) e responde por fraude e lavagem de dinheiro. Ainda assim, o apoio e o uso do nome dele que fazem o Nilson Alcides Gaspar aparecer com alguma chance. Eu odeio muito o Brasil, pqp.