NBW 069 – Estado Islâmico e os atentados em Paris 20/11/2015

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O podcast NBW dessa semana é monotemático, como deveria de ser mesmo. Falamos sobre o Estado Islâmico, os atentados em Paris e como fica o tabuleiro de war da vida real. Para suprir a ausência do Barata, utilizamos na nossa conversa alguns trechos interessantes da entrevista que a historiadora Arlene Clemesha concedeu ao programa Morning Show da rádio Jovem Pan.

Também temos um áudio muito especial que o Felipe Kieling, correspondente da Band em Paris e amigo do Ulissão, fez para o NBW. Felipe, que chegou em Paris no dia seguinte do atentado, fala do clima de medo na cidade e do aumento da islâmofobia. Está imperdível!

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  • Marcos Oliveira

    Opa, fala pessoal, ótimo programa como sempre! Sobre o tema, me veio a cabeça um questionamento na Merkel (ela mesma já sabendo a resposta): Porque estamos perdendo estes jovens? Interessante pois tem um paralelo com o tráfico de drogas aqui na periferia brasileira, uma galera sem perspectiva virando soldado pra defender interesses alheios. Até um tempo atrás, quando acompanhava isso, os moleques ganhavam R$200 pra ficar de olho na atividade da polícia e tals. A maioria esmagadora dos pai destes moleques se vivos!) nao tinham essa renda. Qual era o estímulo pro moleque ficar “perdendo tempo” na escola ou sendo esculachado no McDonald’s? Bom, bora trabalhar:

    Entrevistas:

    Morning Show – Jovem Pan FM – Arlene Clemesha
    http://jovempanfm.bol.uol.com.br/videos/jp-morning-show/morning-show-edicao-completa-161115-arlene-clemesha.html

    Noam Chomsky – The Empire Of Chaos
    http://www.truth-out.org/news/item/33519-the-empire-of-chaos-an-interview-with-noam-chomsky

    Entrevista Lula – http://globosatplay.globo.com/globonews/v/4618637/

    Artigo:

    The Telegraph – Paris terror attacks: Why has France been targeted again?
    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/11995505/Paris-attacks-Why-has-France-been-targeted-again.html

    Podcasts:

    NPR – Politics
    http://www.npr.org/sections/politics/

    Happy Sad Confused – Bill Murray
    http://happysadconfused.wolfpop.com/audio/25827/bill-murray-mitch-glazer
    Link iTunes (https://itunes.apple.com/us/podcast/happy-sad-confused/id827905050?mt=2)

    Músicas:

    Banda Eddie – Veraneio

    David Bowie – Ashes to Ashes

  • Henrique Tavares

    Vocês falaram que o ISIS realizou dois ataques à Paris neste ano. Se não me engano, o ataque à Charlie Hebdo foi feito por afiliados do Al-Qaeda do Iêmen.

  • Karl Milla

    Ótimo episódio, Warlords (-1). Muito boa a discussão e as inserções da professora Arlene e do Felipe.

    O tema sem dúvida é complexo e, como tal, não permite respostas simples. É preciso atacar esse problema por todas as frentes possíveis, desde a cultural, passando pela diplomática e chegando sim até a frente de batalha. Não creio que uma ou algumas medidas isoladas surtam qualquer efeito perceptível.

    Incursões militares por terra na Síria, na minha opinião, são inevitáveis e essa era a posição de analistas de diversos matizes políticos desde o começo da crise atual, em 2012. É óbvio que queremos todos a paz, mas, como bem destacou o Professor Max Abrahms no The Gist, qualquer atitude dos países ocidentais sempre será contabilizada em favor dos terroristas. Se a França, depois dos ataques, tivesse decidido não se meter mais na Síria, analistas diriam que era era uma vitória para o ISIS. Como Hollande resolveu bombardear o grupo terrorista os mesmos analistas afirmam que isso só vai ajudar o grupo terrorista. Como vocês muito bem comentaram no cast, esse grupo está se destacando por dois motivos, que estão interligados: sua expansão territorial e sua capacidade de auto-financiamento. E, por mais que os atentados em Paris foram cometidos em grande parte por cidadãos franceses e belgas, o planejamento, o treinamento, o dinheiro e o apoio logístico provêm do ISIS e dos territórios ocupados por ele na Síria e no Iraque. Por esse motivo considero muito importante o enfraquecimento do Estado Islâmico justamente onde eles se sentem em casa e de onde eles tiram os subsídios para novos ataques.

    Culturalmente a coisa é bem mais complexa. Quando se assistem alguns vídeos circulando por aí sobre mobilizações de radicais islâmicos nas grandes cidades europeias, é difícil imaginar como combater de forma eficiente esse tipo de ideologia. Mas eu ainda penso que a melhor forma é manter a sociedade aberta, livre e democrática, sem se deixar levar pelos arroubos autoritários da extrema direita e sem o discurso de vitimização politicamente correto da esquerda. Acredito que a grande maioria dos jovens dessas famílias radicais, quando inseridos em um ambiente livre e democrático, vão se integrar automaticamente. E a sociedade e a polícia terão de lidar com os poucos que, ou ainda se mantenham radicais ou os recém-convertidos. Fanáticos sempre existirão em qualquer agrupamento humano, é inevitável, mas, de forma bem pragmática, o estrago que estes podem provocar, sem apoio, é muito pequeno. Por isso também não faz nenhum sentido aumentar as restrições à entrada de refugiados.

    O frustrante em casos como esse é que os órgãos de inteligência, a polícia e o Estado precisam vencer a cada nova ameaça, enquanto que os terroristas precisam ser bem-sucedidos somente uma vez para causar pânico e mortes.

    Abraços.

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