NBW 051 – EXTRA 08/03/2015

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Adivinha só qual é o tema deste episódio extra do NBW. Pois é. Não precisamos falar. Você sabe, a tal lista do Janot…

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12 COMENTÁRIOS

  1. caros amigos do NBW se meu pai fora vivo hoje ele teria 74 anos mas infelizmente ele faleceu a 20 atrás , bom mas o que eu quero contar a vocês é uma história real quando eu tinha apenas 7 ou 8 anos eu escutava histórias do meu pai não contata por ele , ele foi presidente da câmera de vereadores de uma cidade grande São Paulo nos anos 70 na quela época já existia o que hoje conhecemos como mensalão claro que os valores eram menores sei que para passar uma lei de desapropriação um vereador exigiu uma lambreta outro um táxis , bom assim foi minha infância eu nunca achei aquilo certo mas meu pai um dia me disse quando eu já era grande um dia as pessoas que me crítica vai achar que eu era um trombadinha , bom no 2000/2004 meu ex sogro ganhou para prefeito ai entendi o que meu pai dizia só da Julio Simioes hoje conhecida como JSL uma das maiores empresas de transporte do Brasil lhe pagava mais de $400 mil reais por mês o esquema era assim a Julio Simões atua na área de transporte público na cidade eles colocam a mesma insenta de ISS imposto sobre serviços a JLS teria que pagar por de ISS mais de 1 milhão desses $400 $200 mil era para os vereadores que apoiavam o prefeito bom o que eu quero dizer com isso que infelizmente não vejo como acabar com a corrupção só um detalhe meu ex sogro e do PSDB , ele gastou $5 milhões na campanha para prefeito e saiu com $15 milhões e um bom negócio não acha , os políticos são culpados mas as empresas também tem sua parte nisso não existe corrupção sem corruptor

    • É, Ricardo… A corrupção está tão disseminada que serão necessárias algumas gerações para conseguir acabar com isso tudo. Mas podemos reduzir significativamente aos poucos…

  2. Amigos do NBW, cadê podcast falando sobre o pronunciamento da Dilma e o panelaço? O NBW tinha que ser diário! Hahahaha

    Sobre a lista dos investigados no Petrolão só tenho uma coisa a perguntar: como ter esperança se o sistema que vai julgá-los é o mesmo que extinguiu a pena do Genoíno?

    Abraços e espero que consigam voltar logo!

    • Olha, Matheus… Tanta coisa foi dita e escrita que achamos melhor deixar o calor da emoção passar. Na verdade, está todo mundo tão nervoso (para um lado, ou para o outro) que a gente considerou que não iria fazer bem para o podcast entrar nessa questão ontem. Todo mundo tem uma opinião sobre o panelaço e a nossa certamente não adicionaria muito ao debate… Só fiquei chateado pq fui pego totalmente de surpresa. Não pipocou nenhuma convocação no meu whatsapp, nem face, nem twitter. Isso significa que sou pobre? (brincadeira. sempre soube que sou financeiramente pouco privilegiado)

      • Então #tamojunto pq também não fiquei sabendo. Não sei se foi algo orquestrado, se é coisa da elite branca paulistana, nem sei se é um protesto válido, mas é a primeira vez que vejo isso acontecendo no Brasil, pra mim, é um ponto positivo.

  3. É uma montanha-russa emocional o momento em que vivemos! Uma hora estou eufórico com as apurações, na seguinte depressivo com as novas denúncias. Não sei se é prá ficar otimista ou pessimista, se compro ações da Petrobrás ou saio do país… Só sei que quero acompanhar isso até o fim e quero ajudar a botar ordem na bagunça dos escombros que sobrarem no final.

    • Também ando psicótico maníaco depressivo, Karl. E a Dilma não está ajudando em nada. Estava me segurando nas análises do Tio Ricco sobre a conjuntura econômica brasileira (https://www.youtube.com/watch?v=kJNVE7LNt5Q) mas nem isso me faz rir mais… Enfim, sigamos as últimas palavras públicas de Eduardo Campos: não vamos desistir do Brasil.

  4. Bem, fugindo completamente do tema do episódio, só pra fazer como disse no twitter, quero aqui dar minhas sugestões sobre reforma política. Não tenho muito conhecimento sobre o assunto, por isso prefiro deixar em tópicos coisas que na minha visão seriam positivas se mudassem:

    – Fim da reeleição permanente para o legislativo;
    – Fim das emendas parlamentares;
    – Voto para o legislativo em lista;
    – Votação aberta no congresso;
    – Eleição para ministros do STF, TCU e TSE;

    – Clausula de barreira;
    – Fim do foro privilegiado;
    – Após o fim de um mandato, em que já tenha ocorrido reeleição, o candidato não poderá se candidatar novamente, em nenhuma esfera publica, ou de poder, por no mínimo 4 anos;

    No momento só lembro disso hehehe. Qualquer coisa edito o comentário. Fui acusado de ser petista por defender reforma política e não impeachment, apesar de ser apartidário.

    Em relação ao panelaço, só fui descobrir depois do ocorrido, via twitter, acho toda forma de protesto válida, mas acho essa forma inútil. Li um comentario sobre isso e acho que vale a pena deixar ele aqui em print.

    Acho que é isso, no decorrer do debate se surgirem mais ideias, vamos discuti-las, acho esse um momento único no Brasil e depende da população o resultado ser bom ou não, mas confesso que estou assustado com muita coisa que vejo por aí.
    Até a próxima, e não demorem muito pra gravar o próximo ep hehehehe.

    • Espero que você não tome minhas observações como uma crítica, Ícaro, mas realmente estou com dúvidas enormes a respeito das propostas existentes para a tal “Reforma Política”.
      Todos os pontos listados por ti têm grande importância, mas cada um deles também tem pontos negativos muito importantes e um potencial de criar problemas maiores do que se propõe a resolver.
      Sou, por exemplo, um grande defensor do Voto Distrital, mas tenho consciência que ele dificulta por exemplo a mobilização de classes e minorias.
      Dos pontos listados acima, por exemplo, tenho sérias dúvidas e restrições com relação ao voto em lista, votação aberta no congresso, eleição para ministros do judiciário, cláusula de barreira e fim do foro privilegiado.
      Entendo os motivos para pedir essas mudanças, porém entendo também que as regras atuais servem a propósitos específicos e suas alterações podem trazer consequências imprevistas e perigosas.
      Insisto que precisamos de melhores diagnósticos dos problemas profundos do sistema político brasileiro.
      A impressão que tenho é que cada um vê um sintoma superficial e prescreve um remédio que ataca aquele ponto sem se importar com seus efeitos colaterais nem com as raízes do problema identificado.
      Sempre aparece o argumento de que alguma reforma é melhor do que nada e acho que deixei claro de que não concordo com isso.
      Sempre pode se piorar um sistema ruim.
      Como diz um amigo meu, pessimista é aquele que acha que chegamos ao fundo do poço. Eu sou otimista. Eu acho que o poço é mais fundo.
      Abraços.

      • Karl de forma alguma vejo tua resposta como crítica, muito pelo contrário, estamos aqui pra debater, e se chegarmos a uma ideia que seja melhor para todos, só vejo benefícios. Concordo com o que você falou de que as regras atuais tem seus propósitos específicos e alterações podem trazer consequências perigosas, o problema é que essas regras já mostraram seus pontos fracos e as brechas que elas permitem, por isso defendo que uma reforma se faz necessária. Quem sabe uma reforma nas regras não seja necessária, mas na forma com que elas são fiscalizadas e seus erros punidos. É questão de debater. Mas quero sim, insistir no debate de mudanças dessas regras, somente pra ter pontos a discutir, como as que eu já listei acima e mais algumas que me passaram pela cabeça como:

        – Fim do financiamento privado de campanha;

        – Fim do voto obrigatório;

        E quem sabe, mas isso digo por chutômetro sem base de estudo algum, e aqui se faz necessário um grande debate mesmo, mudar para o parlamentarismo. Mas esse não é o foco da reforma política no momento.

        Penso que talvez, e vamos aqui supor que todos esses pontos realmente sejam aplicados, não seja necessários aplica-los todos de uma unica vez, quem sabe um ponto por vez, bem debatido, bem esclarecido, bem regulamentado, mesmo que seja de forma progressiva e não tão rápida quanto se espera.

        E concordo com você nos seguintes pontos, cujo me dou o direito de copiar e colar hehehehe:

        “Insisto que precisamos de melhores diagnósticos dos problemas profundos do sistema político brasileiro.
        A impressão que tenho é que cada um vê um sintoma superficial e prescreve um remédio que ataca aquele ponto sem se importar com seus efeitos colaterais nem com as raízes do problema identificado.
        Sempre aparece o argumento de que alguma reforma é melhor do que nada e acho que deixei claro de que não concordo com isso.”

        E pensando agora, enquanto escrevo essa resposta surgiu uma ideia: Talvez, não se faça necessária uma reforma política, talvez o sistema esteja ‘bom’ assim, o que se tem que fazer é cobrar que as leis sejam devidamente e seriamente cumpridas, exigir isso de quem deve executá-las e julgá-las. E fiscalizar pesadamente quem é responsável por isso. E isso me incomoda nas manifestações, não vejo ninguém cobrando que as leis sejam cumpridas, vejo gente cobrando que justiça seja feita, mesmo que pra isso tenhamos que passar por cima… da Justiça, como pedir intervenção militar, impeachment sem argumentos e por aí vai…

        Mas vejo uma certa urgência nisso, porque tenho medo de ficar só na discussão e nenhuma atitude é tomada.

        Acho que o debate tá rendendo hahahaha.
        Abraços!

        • Fantástica sua colocação, Ícaro. Acho que você tocou num ponto crucial (minha vez de copiar e colar 😉 “Talvez, não se faça necessária uma reforma política, talvez o sistema esteja ‘bom’ assim, o que se tem que fazer é cobrar que as leis sejam devidamente e seriamente cumpridas, exigir isso de quem deve executá-las e julgá-las. E fiscalizar pesadamente quem é responsável por isso.”
          Corrupção já é proibido por lei, assim como caixa 2, tráfico de influência, compra de votos, improbidade administrativa, e tudo o mais que nos irrita tanto.
          Realmente talvez a solução mais simples e de eficiência mais contundente a curto prazo seja o fim da impunidade em todos os níveis e a agilização das investigações e dos processos judiciais.
          E a médio e longo prazo precisamos de um pacto nacional e suprapartidário pela educação de qualidade, com metas e cobranças, livre de ideologias, meritocrática tanto para alunos quanto para professores e inclusiva.
          Sou liberal com tendências libertárias, mas vários países da Europa são prova de que mesmo um estado de bem estar social pode funcionar razoavelmente bem quando a população tem educação e um senso crítico minimamente desenvolvido.
          Também não sei ao certo o que fazer para que a situação mude, mas debater sempre que surge a oportunidade sem dúvida ajuda.
          Herzliche Grüße.

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