NBW 054 – Reforma Política 04/05/2015

Reforma-Politica

Podem soltar os fogos, preparar as panelas e as tintas para pintar a cara. O NBW especial Reforma Política finalmente está no ar para ser degustado (recomendamos que seja sempre acompanhado por uma cerveja Original).

Como prometido há alguns meses fizemos um programa todo voltado para a reforma política e, como bem alertou o Ulissão, curiosamente gravamos essa edição no dia do nascimento da nova princesa Britânica. E fica a pergunta, só nós precisamos de uma reforma na cozinha de casa?

Bom proveito!!! E não se esqueça, mandem pra gente nos comentários, twitter e facebook suas ideias de reforma política. Quem sabe isso não gera uma nova edição?

 

Bom apetite!

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7 COMENTÁRIOS

  1. Olha aí! Fiquei um tempo sem comentar (está muito corrido… Apesar de que ouvi todos) e fui o primeiro!

    Amigos, excelente discussão, como sempre! E como disse no Twitter, o Barata me representa. Financiamento público pra mim não funciona. Usar CPF único pra doação de Pessoa Física, desculpa, pra mim chega a ser ingênuo, sendo que é um dado muito fácil de conseguir (esta semana tinha um site distribuindo CPF gratuitamente, por exemplo, mas foi fechado). Fora, que usar CPF de laranjas poderia muito bem ser usado também. Não vou falar pra vocês que o ideal é depender do dinheiro de empresas, mas estabelecer um limite de gasto para as campanhas, pra mim, seria o ideal. Além do que, este dinheiro poderia ser usado pra outras coisas, bem mais úteis do que pagar campanha dos políticos.

    E olha, eu não conhecia muito sobre o tema (o Lex Cast está na minha lista de atrasados também), mas vocês esclareceram muito das minhas dúvidas. Por exemplo, gostei do voto distrital, seria algo interessante acontecendo por aqui.

    Amigos, obrigado como sempre! Vou tentar voltar aos comentários, mas não prometo! Rs…

    Abraços!

    • ‘O Barata me representa’ foi a frase da semana hahahahaha. Cara, o CPF é um dado simples de se conseguir, concordo. Mas os tribunais estão ai pra auditar isso. Acho que o limite de gasto, como existe na Inglaterra, é primordial também. Mas mantenho minha posição radicalmente contrária ao financiamento privado. O capital visa o lucro e o processo eleitoral não pode ser regido dessa forma. Valeu por voltar a comentar!! Abração!

  2. Vou levar o premio Rubinho Barrichello mas… correria grande ae pessoal, sorry

    Livros

    John Ronson

    So You’ve Been Publicly Shamed
    http://www.amazon.com/So-Youve-Been-Publicly-Shamed/dp/1594487138

    Atiq Rahimi

    Maldito seja Dostoiévski
    http://www.skoob.com.br/maldito-seja-dostoievski-271706ed304746.html

    Filmes

    O último Ato (The Humbling)
    http://www.imdb.com/title/tt1568343/

    Dois dias, uma Noite
    http://www.imdb.com/title/tt2737050/

    Cursos On-Line

    Ciência Política (e outros 4!)
    http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/confira-6-cursos-gratuitos-da-usp-na-internet/

    Música

    Ed Motta – Episódio
    https://www.youtube.com/watch?v=X2i2NiFpBA0

  3. Gostaria de dizer que sou contra ao voto distrital, pois acredito que os candidatos que defendem o direito das minorias ( Negros, LGBT, Direito das Mulheres entre outros) teriam uma menor chance de serem eleitos. Acredito que a minoria não vive em guethos ou em bandos, a mesma se encontra espalhada , então nessa situação a união da minoria garantem um representante. E deixo a seguinte pergunta, vcs acreditam que um deputado ex: Jean Wyllis iria ser eleito no sistema de voto distrital?acho que com voto distrital ele não teria chance de ser eleito.

    • Sem dúvida! O voto de minoria perderia muita força mesmo. Mas também perderiam forças candidatos como o Tiririca, por exemplo. É um debate complexo e as distorções estão ai para serem estudadas, como falamos no NBW 055. Até agora não estou convencido de que o voto distrital seria a melhor solução não…

  4. Caros Senhores da Guerra!

    Ótima discussão, com pontos de vista distintos, mas bem embasados e sem medo de mudar de opinião! Alto nível!

    Quero destacar dois pontos que a meu ver permearam o programa e permeiam toda essa discussão sobre Reforma Política (e antes que venham críticas prévias, nenhuma delas tem a ver com teoria liberal ou libertária, viu Ulisses!).

    1 – Justiça: fica claro que, qualquer que seja o formato de sistema político adotado, é essencial termos um sistema judiciário forte e atuante. Não adianta nada proibir o financiamento privado, limitar gastos ou outra medida qualquer se o Caixa 2 não for combatido com afinco, rapidez e dureza, coisa que até hoje nunca ocorreu, mesmo porque impugnaria a candidatura de 95% dos políticos em todos os níveis de governo. Talvez o nosso grande Marcio Etiane do LexCast possa lançar uma luz sobre esse desafio.

    2 – Poder: continuo defendendo que, quando os políticos individuais ou em grupos pequenos exercem um poder muito grande, especialmente econômico, o combate à corrupção é extremamente difícil porque o incentivo é muito grande. E, mesmo com um judiciário mais eficiente, ainda veríamos muitos casos assombrosos pelo simples fato de haver uma relação custo/benefício favorável ao crime. Uma das formas mais eficientes de combater a corrupção (além de diminuir o tamanho do Estado em geral, né Ulisses?) é descentralizar o poder, é fortalecer muito os municípios, em menor grau os estados e limitar fortemente os poderes federais (Câmara, Senado e Presidência). Porém, para isso, precisaríamos quase de uma nova Constituição (me corrija se estiver errado, Marcio) e de uma vontade política absurda. Mas uma das formas que isso poderia ocorrer é através da implantação do voto distrital que tem como uma das vantagens essa descentralização (as outras seriam o barateamento das campanhas e a aproximação do eleitor de seu candidato, que ocorre sim no caso dos vereadores nas cidades pequenas e médias, viu André?). O Alexandre, porém, tem toda a razão no que se refere à sua principal desvantagem, que é o enfraquecimento do voto corporativo (não só das minorias, mas também dos agricultores, empresários, sindicalistas, religiosos, ateus, racistas, fascistas, coxinhas, comunistas e afins).

    Ainda sobre o Voto Distrital, só para esclarecer, o sistema político alemão funciona da seguinte maneira: cada eleitor vota duas vezes, um voto no partido e um voto em um candidato do seu distrito. Metade dos 598 parlamentares (ou seja, 299 para quem tá meio enferrujado na matemática) é eleito no voto distrital direto e a outra metade entra pela proporção da votação partidária, a partir de uma lista hierárquica que cada partido divulga previamente.

    Grande abraço!

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