NBW 070 – Samarco, Vale, Delcidio, Romário, Donald Trump e Estado Islâmico – 29/11/2015

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Podcast NBW está de volta nessa semana com a presença ilustre do nosso amigo Barata. A edição está recheada de assuntos bons e polêmicos. Falamos de Samarco, Vale, Delcidio e até Romário. Não sei se vocês sabem, mas o áudio que incriminou Delcidio pode respingar no baixinho, e ele terá que se ver com a justiça. Ou não! A ver!

Falamos também das eleições presidenciais nos Estados Unidos, das peripécias de Donald Trump, e da situação na Europa. Como estão se mexendo as peças do war Mundo vs Estado Islâmico? Tudo e mais um pouco aqui!

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15 COMENTÁRIOS

  1. Pessoal do NBW, conhecem o modelo da bússula política (political compass)? Caso não, é basicamente um plano cartesiano onde os eixos se dividem em eixo econômico e eixo social.

    Fiquei curioso sobre a posição de vocês, apesar de ter meus palpites.

    O teste pode ser feito aqui: https://www.politicalcompass.org/test/pt-br

    Neste link explica melhor: https://www.politicalcompass.org/analysis2 . (Recomendo fazer o teste antes de ver a explicação).

    obs. Tive conhecimento através deste vídeo do Xadrez verbal que explica a evolução das posições políticas e dos modelos ao longo dos anos. Interessante o comentário sobre como essa análise sempre depende do local e época que estamos falando. http://xadrezverbal.com/2015/10/29/direita-e-esquerda-quando-o-que-e-onde-voce-esta/

    Abraço!

  2. É, pessoal, olha o padrão moral brasileiro totalmente distorcido na postura da Samarco. Vergonhoso! Torcemos pra que este tipo de postura se torne cada vez mais rara no nosso país. Como sempre, excelente epísódio (2h e pareceu pouco!). Bom, bora trabalhar:

    Podcasts:

    Startup – (https://gimletmedia.com/show/startup/)

    Processo de edição de podcasts (https://soundcloud.com/hearstartup/16-the-secret-formula)

    Venda de comercial (https://soundcloud.com/hearstartup/17-words-about-words-from-our-sponsors)

    Filmes:

    Mágico James Randi Documentário – http://www.nonetflix.com.br/an-honest-liar/18486

    Livro:

    Série Millenium

    Os homens que não amavam as mulheres – http://www.skoob.com.br/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-47ed67.html

    A Menina que brincava com fogo – http://www.skoob.com.br/a-menina-que-brincava-com-fogo-22470ed24377.html

    A Rainha do Castelo de Ar – http://www.skoob.com.br/a-rainha-do-castelo-de-ar-41562ed45487.html

    Garota na teia de Aranha – http://www.skoob.com.br/livro/452883ED512983

    A Brief History of Seven Killings – Marlon James – http://www.amazon.com/Brief-History-Seven-Killings-Novel/dp/159448600X

    Man Booker Prize (premiação) – http://themanbookerprize.com/news/brief-history-seven-killings-wins-2015-man-booker-prize

    Series:

    Transparent – http://www.imdb.com/title/tt3502262/news

    Black Mirror (Temporada 3 produzida pela Netflix) – https://www.youtube.com/watch?v=TtSsdk8uCek

    Música

    https://www.youtube.com/watch?v=EEqu3raLuA4

  3. Parabéns pelo esforço e comprometimento de fazer o podcast! Estou acompanhando o podcast de vocês aqui de Santa Catarina, recebi o feedback de um amigo quando estávamos discutindo política e desde então venho acompanhando os últimos 3 ou 4 episódios. Um abração!

  4. Olá Pessoal, foi muito bom o cast, principalmente o convidado Barata, rsrsrs

    Falando sobre a presença do Estado que o Ulisses comentou. Há coisas boas e ruins em um Estado grande. O bom exemplo: o Brasil foi referência na vacinação e no tratamento da AIDS por conta da ação estatal. Por outro lado, nosso Estado não pára de mexer na economia. Vou citar exemplos: 1 – Eu trabalho no ramo bancário desde 1998, o governo não pára de ficar emitindo regulamentações a torto e direito, a ponto de termos certos produtos bancários onde 70% do desenvolvimento é focado p/ atender o governo. Em um país minimamente civilizado isso essa ação ocupa menos até 30% da força de trabalho de TI. 2 – Trabalhei para o Grupo Usiminas, na ex-usina da COSIPA e meu pai trabalhou lá também, na época que era estatal, quase sempre morria gente, só que quando era público, todo mundo escondia, não era dito ou informado. A empresa só passou a se importar com a vida das pessoas quando foi privatizada e isso passou a gerar prejuízo com indenizações. Tinha muita gente que morreu na época estatal que simplesmente o corpo não podia ser recuperado e era dado como desaparecido. Então sobre o comentário do Ulisses sobre o Estado, eu entendo que a pior situação sempre é quando temos monopólio, então quando o Estado prove de trabalho a saúde ele fica com características de monopólio e não se importa em melhorar e o serviço vira uma BOSTA. Por outro lado, o Estado brasileiro hoje não é monopólio, mas defende as grandes empresas como se fossem suas, ou seja, continua agindo da mesma forma. Com as altas taxas de importação barra a concorrência e com isso nossas empresa de grande porte sobrevivem, por outro lado impõe altas taxas trabalhistas p/ pequenos negócios fazendo com que seja quase impossível um pequeno empreendimento possa crescer e concorrer com os grandes já estabelecidos, matando assim a inovação também. Queria ver nosso governo dar linhas de crédito tão boas a pequenos negócios quando dá p/ montadoras. Hoje se eu quiser empreender com RASPBERRY PI, por exemplo, o governo vai transformar minha vida num inferno com a dificuldade para importar qualquer coisa, barrando meus produtos na alfandega mais de 45 dias p/ cobrar propina (mesmo estando tudo correto). Então entendo que nosso estado deveria ser menor, e se focar em Saúde, Educação, transporte coletivos e em fiscalizar corretamente, para isso nossas leis deveriam ser mais claras e com menos exceções. TODOS OS DIAS o governo publica alguma mudança na cobrança de impostos, isso deve acabar. Países civilizados tem poucas mudanças menos impostos em cascata e não esse carnaval… Só p/ ter uma ideia tem impostos aqui que demandam módulos de software inteiros para calculá-los de de tão específicos. Então através do impostos, o governo protege os grandes enquanto esmaga os pequenos, e quanto mais faz isso, mais concentra poder neles e mais eles se “grudam” no governo, pois tem medo do mercado realmente competitivo, e acaba transformando nossa economia em conjuntos de oligarquias com baixa competitividade e por isso, com baixa qualidade e baixa preocupação com possíveis multas governamentais, já que o governo foi conivente desde o início. Desculpem o post longo, mas acho que foi o mínimo p/ dar minha opinião e responder a pergunta

    • Fala, Rodrigo! Excelente comentário, cara! Veja, eu entendo a sua revolta e foi o que eu disse na edição. No Brasil, quando o estado aparece na nossa frente invariavelmente é pra atrasar o lado. Essas mudanças de legislação e diretriz que não acabam nunca são absurdas! Eu realmente entendo o seu sofrimento porque o empreendedorismo é punido severamente no Brasil, por mais contraditório que isso possa parecer.

      Agora, isso não significa que o estado tenha que ser maior ou menor. O Estado tem que ser eficiente. O estado é gigante aqui na Inglaterra. Veja o tamanho do NHS, que é o sistema público de saúde britânico. Está longe de ser uma maravilha, mas é o básico que se pode pedir. O estado britânico está presente na vida do cidadão o tempo todo. Para eu estacionar meu carro na rua onde moro preciso pedir autorização pro estado – e pagar por isso. Esse é um reflexo de um estado onipresente. Ele coloca ordem. Dá segurança e estabilidade para o país.

      Quando você começa qualquer empreitada, as regras são claras e específicas. Você sabe como um processo começa e termina. Vou te dar um exemplo que bate com o que você descreveu. Uma parente minha voltou da Inglaterra para o Brasil recentemente. Ela tinha passado 30 anos por aqui, portanto decidiu levar praticamente uma casa inteira pra Santos, onde está o resto da nossa família. Pois bem, a empresa de mudanças veio até a casa dela – eu estava lá assistindo tudo – calculou o tamanho da mudança em metros cúbicos e disse quanto seria necessário em espaço de container pra fazer a mudança. O valor foi apresentado, digamos que fossem 1000 libras. Eu considerei até razoável e falei para o sujeito ‘puxa, até que está em conta’. A resposta: ‘mas isso é só a parte da transportadora. A parte da Receita brasileira só dá pra saber na hora’. Veja o absurdo! O valor de impostos a serem pagos no Brasil dependeram do bom humor do agente da Receita no Porto de Santos. O sujeito da transportadora se disse incapacitado de calcular o que seria gasto de impostos e taxas no Brasil porque, segundo ele, é impossível prever isso! Como se faz negócios dessa forma?

      Isso é um estado ineficiente e que atrapalha a sua vida. Mas, repito, sou pró-estado. Um estado eficaz, que jogue claro e arbitre as regras para que a equação entre capital e cidadão seja justa. Isso existe. Não no Brasil, mas existe. Abração!

      • Sim, eu lembro de você comentar isso nos casts. E concordo contigo que o Estado deve ser eficiente. Se temos uma carga de impostos equivalente em % a da França, deveríamos, minimamente ter serviços públicos com a mesma qualidade.
        Para completar só essa que acabei de ver… estava no Pacaembu 04/12 p/ assistir a Seleção brasileira de Rugby jogar contra a Alemanha, nos avisaram no quarto final que a saída seria pelos portões de cima… Pois bem, eu me adiantei e fui p/ saída p/ evitar o tumulto, quando eu chego lá… todas as saídas de emergência estavam fechadas com cadeados, e todas as chaves estavam na posse de uma única pessoa, em um único molho de chaves. Se tivesse um incêndio, ou mesmo um atentado no estádio seria uma tragédia. Nas arenas de Palmeiras e Corinthians isso é inadimissível, mas como o Pacaembu é público, todas os entes públicos fazem vista grossa, infelizmente.

  5. Caros Senhores da Guerra, mas especialmente meu caro Ulisses,

    Demorei para comentar mas não consegui ignorar seu comentário, Ulisses, no início do cast. Prepare-se, porém, para concordar comigo muito mais do que você imagina.

    Em primeiro lugar devo esclarecer que não sou anarquista e a grande maioria dos liberais e libertários também não é. Defendo sim um Estado eficiente em todos os ramos onde a sociedade decidir que ele deva atuar.

    Esqucendo um pouco o meu conceito de Estado ideal, que é irreal hoje no Brasil e provavelmente no mundo, o que defendo pragmaticamente é o fim das intervenções pontuais em benefício de um ou outro setor, o fim das medidas eleitoreiras, o fim das medidas populistas e assistencialistas puras, o fim da manipulação política de empresas estatais e da interferência nas empresas privadas e a eliminação das barreiras tarifárias.

    Também defendo uma reestruturação completa da saúde e da educação no Brasil, adotando modelos comprovadamente eficientes, que visem em primeiro lugar beneficiar alunos, pacientes e a sociedade em geral, e não grupos políticos, sindicatos ou poderosos da vez. Sabemos claramente que nesses dois setores não faltam recursos (na verdade muitas vezes são superiores a de países desenvolvidos). O que falta mesmo é uma administração baseada em índices, metas e resultados e aí é que o Estado sofre com a influência de sindicatos e grupos de interesse que terão seus privilégios ameaçados. Obviamente os professores e médicos do setor público ganham mal comparado com o setor privado mas isso é claramente em função dos incentivos que o sistema gera. Quando você não é valorizado pela sua eficiência, criatividade, produtividade e efetividade mas simplesmente pelo tempo de serviço ou outros fatores não diretamente relacionados ao trabalho, qualquer pessoa, por mais apaixonada que seja pela profissão, desanima. Ou pior, um ambiente desses acaba sendo mais atraente para pessoas que valorizam mais a estabilidade do que a produtividade.

    Minha preocupação é que criar um ambiente como esse no setor público esbarra em vários obstáculos que precisam ser vencidos. Quando se discute acabar com a estabilidade de emprego, ou em criar um sistema de avaliação de professores ou de médicos ou de funcionários públicos em geral que seja capaz de afetar significativamente sua renda há em primeiro lugar uma resistência absurda das várias entidades de classe e em segundo lugar uma possível brecha para a punição ou demissão de servidores por motivação política. Creio que é possível enfrentar ambos, mas não sem um grande custo político e não sem a criação de mecanismos regulatórios e fiscalizatórios também eficientes, o que não é nada fácil.

    Aí entramos na seara da justiça que a meu ver é ponto chave para uma sociedade mais justa e, sim, igualitária. Como justiça entendo toda a estrutura fiscalizatória, preventiva, punitiva e reabilitatória do Estado. Ela PRECISA ser justa e rápida pois, como diz o próprio Márcio Etiane, justiça que tarda, falhou. E também precisa ser de fácil acesso a todos, independente de poder econômico. Essa, na minha opinião, é a atividade primordial por excelência de um Estado, é o que separa a ditadura da democracia, o autoritarismo da república. Se o Brasil tivesse um sistema fiscalizatório, preventivo, punitivo e reabilitatório eficiente não teríamos enfrentado praticamente nenhuma crise grave proveniente de corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2, etc., não teríamos quase 60.000 assassinatos no Brasil e com um índice de punição em torno de ridículos 6%, não teríamos presídios superlotados e desumanos ao mesmo tempo em que milhares de criminosos e assassinos ainda estão à solta, não teríamos tantos serviços de comunicação péssimos e não teríamos tragédias como a do Rio Doce, enfim, seríamos um país extremamente diferente e muito melhor.

    Defendo sim, de modo ideal, um Estado mínimo e escolhas individuais livres para todos. E defendo também programas assistencialistas para os mais pobres e necessitados, mas que sejam avaliados por sua capacidade de tirar as pessoas da situação em que se encontram e não pela ótica de quanto mais famílias entrarem melhor. Há formas muito mais baratas e eficiente de atingir o objetivo de erradicar a pobreza e o analfabetismo, de melhorar muito a qualidade da educação e da saúde e ao mesmo tempo gastar menos e deixá-las mais acessíveis (mesmo que continuem estatizadas). Porém essas soluções desagradam pessoas e entidades poderosas que vivem da ineficiência do sistema.

    Há um texto fantástico do economista Michael Munger (http://fee.org/freeman/unicorn-governance/), cujos livros indico fortemente, em que ele aborda um ponto muito interessante. Ele pede para imaginarmos tudo o que queremos que o Estado faça pela sociedade. Em seguida pede para pensarmos nos políticos que elegemos (não precisam ser nem os brasileiros pois aí é covardia, mas pensem nos britânicos, americanos, argentinos, alemães, quaisquer que lhes forem familiares) e tentar imaginar estes idivíduos implementando as medidas que queremos. Chega a ser ridículo, mas a solução que a sociedade clama na maioria dos casos é ainda mais Estado e esquece-se que qualquer estado somente consegue ser tão bom quanto os políticos que elegemos. Observem que, durante o próprio cast vocês mesmos chegaram à colclusão que o problema em Minas foi muito mais a proximidade da empresa com o Estado e, por conseqüência, um relaxamento absurdo nas fiscalizações ambientais e de segurança. E esse é o caso de 90% da crítica feita ao livre mercado. O diagnóstico honesto e isento de todos os abusos atribuídos às empresas é quase sempre uma relação promíscua de agentes públicos com poder de beneficiar certos agentes privados. O Estado, na grande maioria dos casos, se coloca como uma barreira de proteção em favor de certas corporações e ramos e contra a concorrência.

    Mas o livre mercado não é perfeito e não é solução para todos os males. Existem situações onde ele não funciona e onde ele é até muito prejudicial. E diversos economistas nos últimos tempos têm alcançado fama e prêmios estudando justamente situações em que isso acontece e como resolver esses casos. A verdade porém é que no caso da esmagadora maioria das relações econômicas entre indivíduos, onde as escolhas individuais são respeitadas acima de tudo, o capitalismo é a forma mais justa, eficiente e barata para administrar recursos escassos e qualquer interferência estatal irá prejudicar única e exclusivamente o consumidor final.

    Espero ter deixado minha posição mais clara e espero ter contribuído para eliminar ou pelo menos diminuir o tamanho dos chifres, cascos e rabo muitas vezes atribuídos ao pensamento liberal/libertário. Penso que se nós (eu e vocês) tivéssemos que delinear de forma prática as mudanças necessárias para o Brasil, teríamos muito mais concordâncias do que divergências.

    Grande abraço e continuem o ótimo trabalho.

  6. Meu “Political Compass”:

    (nada de novo, mas realmente tem perguntas muito polarizadas, impossíveis de responder honestamente).

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