NBW082 – O Brasil na imprensa estrangeira 22/04/2016

Amigos do podcast NBW estamos de volta com mais uma edição focada no noticiário político nacional. Só que dessa vez o nosso debate gira em torno do que a imprensa de fora está falando sobre nossos nobres políticos e da vergonhosa votação do impeachment na Câmara dos Deputados.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Ulisses, André.
    Muito bacana o episódio, mas achei que haveria mais indicações da imprensa estrangeira sobre o processo de impeachment. Tudo bem, fica o dever de casa de procurar mais fontes.
    Posso indicar por aqui uma banda?? Bom lá vai .. The Seatbelts – Space Lion
    @Ulisses acho que é o tipo de som que você curte. 😉 Diz aí, depois se acertei no achismo. hahaha

    Abraço, 😉

  2. Muito bom o podcast. Tenho minhas discordâncias nas críticas que se fazem, ao longo do programa, ao modelo do voto com lista aberta que permite que aqueles deputados folclóricos entrem. Por coincidência, respondi um post no meu facebook no qual se criticava o fato de terem deputados pouco votados na Câmara dos Deputados. Reproduzo o que escrevi nele.

    “O velho questionamento sobre o sistema proporcional, utilizado nas assembleias estaduais, câmaras de vereadores e Câmara dos Deputados. Existem questionamentos e existem defesas ao sistema. Eu particularmente não sou um crítico ferrenho do voto proporcional, embora reconheça suas falhas, mas também não engulo essa história de que quem se elege pelo sistema atual não tem legitimidade. A cada dois anos tem eleição e as pessoas não buscam aprender como o sistema funciona… Sinceramente, nessa época de informação a um clique, (sem falar que passa reportagem nas TVs abertas sempre que um Tiririca leva na chapa vários ilustres desconhecidos) não dá pra alisar a cabeça de todo mundo e dizer “coitadinho foi enganado pelo sistema eleitoral injusto”. O povo pobre ao extremo, vivendo em uma palafita do Recife, eu ainda dou um desconto, mas a maioria das pessoas tem sim como entender o sistema e saber que está votando em um “time” e não em uma pessoa. Nas últimas eleições eu pensei em votar em um candidato a vereador, mas quando vi a chapa do cara, pensei “não quero ajudar esse outro fulano a se eleger” e votei em outro candidato cuja chapa eu achei menos ruim. Semelhantemente, na eleição de deputado federal não estava satisfeito com a chapa de meu candidato, mas assumi o risco e votei nele. Nessa eleição meu candidato perdeu, mas outros da chapa dele entraram (com ajuda do meu voto). Sim, eu ajudei a colocar na Câmara dos Deputados alguns deputados federais em quem não votei e dos quais discordo de alguns, ou até vários, dos posicionamentos, mas assumi o risco. Posso repensar se voto na chapa de alguns deles na próxima eleição, mas não posso negar que quem entrou lá teve sim a legitimidade de meu voto, assim como os que entraram na chapa do Tiririca. “Ah, mas eu votei no Tiririca não em fulano”. Errado! Votou sim em fulano e devia ter se apercebido disso.

    PS: Já estou de saco de falar o nome dele, já tão tirando onda dizendo que defendo o cara, mas se é pra desprezar o sistema proporcional e acreditar que só a votação absoluta legitima um candidato, então os deputados do PSOL tem pouca legitimidade, já que poucos deles ultrapassaram sozinhos o coeficiente eleitoral, e um dos mais legítimos representantes do povo brasileiro é Jair Bolsonaro. Durma com uma bronca dessas!”

  3. Olá! Fico feliz em terem gostado de minha sugestão musical! Vou ser ousado e postar mais alguma no fim do comentário.

    Sobre o programa, já tinha mencionado no meu post anterior da vergonha que foi a votação na câmara. Como o André gosta de frisar, é muito evidente a discrepância de nível de conhecimento político dentro da câmara federal, ao ponto de ser algo alarmante. O ocorrido do último domingo só me fez abrir os olhos para um ponto muito discutido aqui, precisa-se dar a real prioridade à reformulação dos eleitos para cargos do legislativo, exceto o de Senador, pois é eleição majoritária. O circo foi comandado por um “faixa-preta” omisso, porque ele não teve a disciplina e o pulso firme de um verdadeiro sensei, permitindo que todos os faixas-colorida fugissem da postura disciplinar exigida em um dojô. Bem, sejamos sinceros, comparar a Câmara federal com o lugar tão respeitado quanto uma sala de aula de artes marciais foi cruel de minha parte, aliás, perdão aos colegas artistas marciais.

    As votações no senado agora serão questões meramente protocolares. A votação na câmara pôs um ponto final no Impeachment. Nenhum político que não tenha alianças sólidas com o governo terá coragem suficiente para se indispor com a opinião pública, não entrando no mérito das justificativas para o Impeachment, pois já fora arduamente discutido. O nível do senado pode até ter um discurso mais coerente, porque são políticos mais experiência e, para muitos, o ápice da carreira política. Entretanto, tampouco serve de exemplo para julgamento de tal magnitude. O presidente da casa é Renan Calheiros, que por muito tempo pareceu o político mais lúcido durante toda a crise atual, mostrando o nível de tranqueira em que nós nos metemos. Pegando o meu estado natal, a Paraíba, temos José Maranhão (ex-governador, coronel com mais de 60 anos de “vida pública”), Cássio Cunha Lima (ex-governador, cassado no segundo mandato por compra de votos e que adora subir na tribuna para falar como tem uma carreira honesta e sem manchas) e Raimundo Lyra (Político sem força popular, mas com grandes habilidades de articulação, tanto que foi suplemente de um candidato eleito que foi nomeado ministro do TCU). Além disso, pessoas ilustres como Collor, Romero Jucá (Um dos maiores bandidos da política brasileira), Zezé Perrela, Aécio Neves, Lindbergh Farias (Se hoje é político consagrado, foi porque liderou o mesmo processo que hoje chama de Golpe), Jader Barbalho e a lista é interminável.

    A verdade é que o programa de hoje foi ótimo para mostrar que os veículos internacionais possuem uma visão muito mais assertiva e coerente do atual status do Brasil, tanto que a capa da The Economist é muito precisa. O cenário é crítico! Horrendo! E sem nenhuma perspectiva de melhora a curto prazo. O que nos resta é torcer para que o governo Temer possa fazer alguns ajustes rápidos como um corte nas despesas administrativas e iniciar reformas urgentes como a previdenciária e a tributária, para que possamos ter algum tipo de progresso à vista.

    De sugestão, fica o album “Road Salt One” da banda de metal sueca “Pain of Salvation”. O CD é de 2010, se não me engano. É simplesmente espetacular, certeza que vocês irão gostar.

  4. Caros Senhores da Guerra (pô, Barata!)

    Permita-me discordar um pouco de vocês (pra variar). Como já comentou brevemente o Tauan, é importante entender o processo eleitoral que temos e suas razões de ser. Imaginemos por um momento que tivéssemos voto majoritário para deputados. Duvido que o nível geral da Câmara fosse muito diferente do atual, mas seria muito provável que estaríamos justamente pregando a mudança do processo para que fique mais parecido com o proporcional que temos, dizendo que seria para fortalecer os partidos, dar mais peso à ideologia política e menos aos candidatos individualmente. Essa proposta, assim como diversas outras que têm surgido recentemente, têm um efeito prático nulo, só servem para desviar o foco das reformas profundas que necessitamos. Toda política pública, econômica ou nâo, tende a surtir os efeitos desejados. Mas também causa um penca de efeitos indesejados e muitas vezes invisíveis ou ignorados (essa é a famosa “law of unintended consequences”). Por isso não acredito em remendos pontuais, sem um estudo sistêmico sério e completo baseado em experiências internas e internacionais comprovadas. E não só porque não acredito que funcionem, mas porque há o risco muito real e provável de piorar a situação (nessa mesma categoria entra também a tal financiamento público, voto em lista, reeleição vs. mandato maior, entre outros).

    Discordo também que a única saída para o Brasil é aumento de impostos. Com a carga tributária absurda que temos, isso aprofundaria ainda mais a crise, aumentaria o desemprego e a inflação e atrasaria muito a recuperação econômica do país. Tudo isso teria um impacto desproporcional nas faixas de renda mais baixas. A saída é abertura econômica gradual, corte de gastos por parte do governo e privatizações. Era o que Lula e Dilma deveriam ter feito enquanto tinham o governo na mão. É o que o Temer deve fazer se conseguir governar. Mas duvido que consiga. Se com o PT no governo não conseguiram fazer as tão necessárias reformas tributárias e trabalhistas, com o PT na oposição fica impossível. Já nem cito a reforma política porque não vejo como sair algo de bom ou relevante dos políticos que temos (ou teremos em um futuro próximo).

    Minha última objeção desse episódio se refere à fala do Greenwald, destacada no final. Fica parecendo que só quem votou a favor do impeachment é corrupto e que o voto do “não” foi um desfile de virtuosos, o que é ridículo. Obviamente nosso congresso é extremamente corrupto, mas dizer que não tem legitimidade para votar o impeachment é o mesmo que dizer que não tem legitimidade para exercer nenhuma de suas funções. Com esse argumento teríamos de fechar o congresso imediatamente, juntamente com todas as esferas do governo, e em todos os níveis (o que eu, como liberal, acharia ótimo e tenho certeza que o Brasil sairia muito melhor e mais justo da experiência). E essa história de que Dilma é honesta porque não se beneficiou pessoalmente é ridícula. Para continuar as analogias futebolísticas do cast, isso seria o mesmo que dizer que um juiz de futebol que rouba por amor ao time é mais honesto do que aquele que recebe suborno. Há alguma dúvida que ela facilitou a corrupção na Petrobrás, protegeu aliados condenados, fraudou números oficiais, se beneficiou de caixa 2?,E a coroação dessa forma de trabalho foi a nomeação do Lula como ministro. É verdade que vários desses atos não estão citados NESSE processo de impeachment, mas espero, sinceramente, que a justiça ainda tenha oportunidade para julgar esses absurdos em um tempo razoável.

    Grande abraço
    PS: volta Barata!

  5. Olá amigos, então sobre os deputados não terem votos eu não acredito que voto majoritario para deputados solucionaria, o voto majoritario levaria ao voto distrital, algo que para alguem que cresceu em uma zona rural e entende como os processos funcionam tem medo, pois geraria um bairrismo sem precedentes.
    Eu acredito que deveria ter mudancas grandes no sistrma antes de qualquer coisa.
    Agora um off topic a propaganda que ê feita aqui sobre o sistema de telecom da inglaterra e muito diferente do que foi comentado, se fala aqui que a BTtem cabeado seja fibra ou par metalico quase todo o territorio e ela seria obrigada a alugar os cabos para os concorrentes. Aqui pela dimensao do pais e muito complicado, quem comprou as estatais comprou os cabos, aqui nao se aluga os cabos, se uma nova telecom for passar cabo tem que alugar da cia de eletrecidade que e dona dos postes, por isso em alguns lugares nao se pode passar novos cabos os postes nao suportam.

  6. Vou aproveitar alguns posts que fiz no Mamilos:

    Sobre os deputados eleitos diretamente, vocês deixaram algo passar.

    Pegando o exemplo do Distrito Federal, usado por vocês e onde moro, os oito deputados mais votados foram:

    Fraga (10,66%)

    Rogério Rosso (6.44%)

    Érika Kokay (6.37%) – votei e me arrepende profundamente 😡 haha

    Ronaldo Fonseca (5.82%)

    Rôney Nemer (5.68%)

    Alírio (5.43%)

    Izalci (4.95%)

    Vitor Paulo (4.91%)

    O QE do DF foi, em 2014, 175.760 votos (12,08%). Ou seja, nenhum dos 8 deputados mais votados atingiram o QE. Isso, entretanto, não impediu que, desses deputados, 6 fossem eleitos. Os que não se elegeram foram o Alírio e Vitor Paulo. No lugar deles, foram eleitos o Augusto Carvalho (2,71%) e o Laerte Bessa (2,26%).

    Mas onde quero chegar com isso? Quando falam que não foram eleitos diretamente, querem dizer que não atingiram o QE. Isso, porém, não significa que não foram eleitos os deputados mais votados de suas UFs. Por essa razão, esse número de deputados eleitos diretamente pode ser escorregadio. Ele dá a entender que ali estão os menos votados, o que, acredito ter demonstrado, não é verdade.

    Vou comentar mais um ponto do programa em outra postagem.

  7. Antes de entrar nos detalhes, gostaria de pedir emprestada a metáfora feita pela Cris.

    Momento decisivo do campeonato, estádio lotado e o país colado na TV. A Dilma está se preparando para bater o escanteio. Juiz apita. A Dilma corre para chutar, mas não mira na gorduchinha, sim na canela do bandeirinha, que estava a alguns metros de distância. O bandeirinha cai no chão, urrando de dor, mas a Dilma corre para a bola, pega com a mão e joga para a área, direto na cabeça do pivô do time, que marca o gol. O juiz anula o gol e tenta expulsar a Dilma. A Dilma reclama, fala que não aceitam o resultado da partida, e insufla a torcida para descer porrada no juiz caso ela seja expulsa. A Dilma nega que chutou o bandeirinha e que pegou a bola na mão, não importa o que digam para ela e sua equipe. O quarto árbitro, chamado TCU, entra em campo e diz que ela realizou os atos, está tudo filmado. O quarto árbitro ainda diz que a Dilma fazia isso constantemente, de maneira sistemática, planejada e com uma força que quebrava as canelas dos pobres bandeirinhas. O zagueiro Cardozo, da equipe de Dilma, entra na discussão e diz que isso não é uma infração, não está no livro de regras e que todo mundo já chutou o bandeirinha. O Cardozo não via a infração cabível ao caso porque, enquanto segurava o livro, um dos dedos tampava a linha que se adequava a situação. No meio dessa loucura, um lateral da Dilma, o BC, resolve comentar a situação: ele confirma que a Dilma chutou e chutou com força, enquanto outras pessoas – quando ‘chutaram’ o bandeirinha – sem querer roçaram o pé na chuteira do colega amarelinho. A confusão fica imensa, Dilma chuta o outro bandeirinha. O técnico barbudo da Dilma entra em campo com um porrete e ameaça bater em todos caso sejam cumpridas as regras.

    Enquanto essa confusão ocorre, a polícia investiga o time da Dilma por assaltar a lojinha de pipoca…

    Piadas a parte, fraudes e irresponsabilidades fiscais são sérias. E isso não é algo recente, é histórico. Um dos pilares do constitucionalismo foi a regulação do poder de taxação, gasto e endividamento do Estado!

    A Lei de Responsabilidade Fiscal, uma das infringidas pelo governo da Dilma, trata, em seu artigo 36, sobre a proibição de operações de crédito entre instituições financeiras estatais e o ente federativo que as controlem. Esse artigo é um dos mais importantes desta lei. O Brasil, em sua história, sofreu graves crises fiscais e usou pornograficamente os bancos estatais para se financiar, levando a aumentos inflacionários (esse dispositivo foi um dos causadores da hiperinflação dos anos 80, começo dos 90). E a inflação é algo extremamente cruel, o flagelo atinge as costas do pobre. O pobre não pode preservar seu poder de compra com investimentos de curto prazo, ele precisa usar esse dinheiro para se alimentar; ficando, assim, cada vez mais pobre em razão da inflação. O rico, por sua vez, não consome todo o seu dinheiro, e por isso pode usar parte para manter o seu poder de compra.

    Parte da crise econômica que vivemos hoje é de origem fiscal, o uso completamente irresponsável dos recursos do Estado. Com esse horizonte em vistas há alguns anos, a Dilma passou a usar das ‘pedalas’ para esconder o quadro da economia; se ele estivesse amostra em 2014, ela provavelmente não se elegeria. E pior, repetiu as pedalas em 2015!

    E sobre outros terem feito as mesmas pedalas, é mentira! Ninguém fez algo parecido – tanto em valor, tempo, frequência e planejamento. Casos ocorridos anteriormente poderiam ser enquadrados como erros contábeis ou deslizes de cálculo, nada que gerasse perdas ou maquiagem nas contas. O governo Dilma chegou a ter valores de 1% do PIB em pedaladas, atrasou pagamento em até 8 meses e realizou isso frequentemente desde 2013. FHC e Lula jamais chegaram perto disso – os valores eram muito menores, os atrasos chegavam no máximo a 1 mês e foram raros. Tudo isso é muito bem explicado nos relatórios do TCU e do BC – instituição com a direção escolhida pela Dilma.

    A crise brasileira não é resultado das pedaladas, mas foi agravada por elas.

    O economista Mansueto Almeida, bastante respeitado em assuntos fiscais, postou 9 textos bem claros e de fácil entendimento sobre as pedaladas. Seguem os links:

    Esclarecimento-1: O que são “pedaladas fiscais”? -https://mansueto.wordpress.com…

    Esclarecimento-2: A defesa do governo. – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento 3- Exemplos – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento-4: segundo exemplo – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento-5: Terceiro exemplo – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento-6: crédito rural. – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento-7: Subsídios BNDES – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento-8: uso eleitoral do orçamento – https://mansueto.wordpress.com

    Esclarecimento Final – https://mansueto.wordpress.com

    Esses links deixam bem claro o que foram as pedaladas e porque foram crimes. O governo, por exemplo, justifica dizendo que não ocorreram operações de créditos. Contudo, nas contabilidades dos bancos, os valores eram registrados como “créditos a receber do Tesouro” e juros eram cobrados… Qual seria o nome disso?

    E só mais um ponto: o impeachment não é resultado da vingança do Cunha. É resultado de crimes e da pressão de quase dois terços da população brasileira, sem isso ele não ocorreria.

    Abraço e sucesso a vocês duas.

  8. Desculpem a quantidade de posts. Queria comentar mais coisas, mas vai faltar tempo e não quero encher a caixa de vocês.
    (Esse posts é novo, não postei no mamilos)
    Vou reiterar o que falei nos posts das pedalas: assuntos fiscais não são pouca coisa. Grande parte da nossa crise é explicada pela irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes. Nossas crises histórias sempre tiveram problemas fiscais como uma variáveis importantes, por isso a LRF é um dos maiores feitos da nossa nova república.

    Vou deixar mais dois links: uma entrevista e um artigo. Eles são de fácil entendimento (não precisa entender de finanças públicas) e são bem interessantes.

    A entrevista é do Marcos Lisboa, um dos nossos maiores economistas e presidente do Insper. Ele foi secretario de políticas públicas no primeiro governo Lula e foi um dos responsáveis por diversas reformas que deram a base para o crescimento dos anos anteriores. Além disso, ele (junto com o Ricardo Paes de Barros) trabalhou na criação e implantação do Bolsa Família.
    Link: http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,e-bem-dificil-tocar-reformaem-governo-de-transicao,10000027703
    Vou destacar um trecho bem interessante sobre as pedaladas:
    “Em termos de contas públicas, o que houve foi grave. Acho até que o termo pedalada é inadequado. O que aconteceu foi uma maquiagem das contas públicas. Foram apresentados como resultado do orçamento, das despesas e receitas do governo federal, números que não correspondiam à realidade. Numa empresa privada, isso é crime. A gente ainda se lembra do caso da Enron. Era a maior empresa de energia do mundo. Maquiou o balanço, distribuiu dividendos com base em resultados que não existiram, transferiu dinheiro que não existia para o fundo de pensão dos funcionários e, um dia, o castelo de cartas caiu. Houve condenação das pessoas envolvidas. A maior empresa de auditoria do mundo, a Andersen, que auditava a Enron, nem existe mais. No caso do Brasil, não foi diferente. O governo anunciou resultados, distribuiu recursos e prometeu políticas com base em números que não correspondiam à realidade. Do meu ponto de vista, é grave. Se é crime ou não, eu deixo para os juristas avaliarem.”

    O artigo fala da importância dos assuntos fiscais para um país. Ele foi escrito pelo Carlos Góes, um pesquisador-chefe do Mercado Popular. Ignorem o portal do artigo, mas o texto foi postado lá: http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/economia/fraude-fiscal-e-mais-grave-que-corrupcao/

    Agora só mais dois comentários:
    1. Comentei em outro post sobre o QE. Não concordo com o sistema eleitoral atual, sou a favor de que ele seja distrital puro. O que queria mostrar no post é que a história dos 36 eleitos é só uma meia verdade.
    2. Sobre o corte de ministérios. Realmente, dentro do orçamento da união, cortar ministérios é algo mínimo, mas traz algumas vantagens: diminui o número de comissionados, reduz a burocracia e, principalmente, manda um sinal importante para o Mercado – mostra que o governo está empenhado em realizar um ajuste nos gastos.

    Bom, é isso.
    Me desculpem pela quantidade de texto e por qualquer disparate cometido.
    Abraço e continuem com o ótimo trabalho.

  9. Desculpem a quantidade de posts. Queria comentar mais coisas, mas vai faltar tempo e não quero encher a caixa de vocês.

    (Esse posts é novo, não postei no mamilos)

    Vou reiterar o que falei nos posts das pedalas: assuntos fiscais não são pouca coisa. Grande parte da nossa crise é explicada pela irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes. Nossas crises histórias sempre tiveram problemas fiscais como uma variáveis importantes, por isso a LRF é um dos maiores feitos da nossa nova república.

    Vou deixar mais dois links: uma entrevista e um artigo. Eles são de fácil entendimento (não precisa entender de finanças públicas) e são bem interessantes.

    A entrevista é do Marcos Lisboa, um dos nossos maiores economistas e presidente do Insper. Ele foi secretario de políticas econômicas no primeiro governo Lula e foi um dos responsáveis pelas diversas reformas que deram a base para o crescimento dos anos anteriores. Além disso, ele (junto com o Ricardo Paes de Barros) trabalhou na criação e implantação do Bolsa Família.

    Link: http://m.economia.estadao.com….

    Vou destacar um trecho bem interessante sobre as pedaladas:

    “Em termos de contas públicas, o que houve foi grave. Acho até que o termo pedalada é inadequado. O que aconteceu foi uma maquiagem das contas públicas. Foram apresentados como resultado do orçamento, das despesas e receitas do governo federal, números que não correspondiam à realidade. Numa empresa privada, isso é crime. A gente ainda se lembra do caso da Enron. Era a maior empresa de energia do mundo. Maquiou o balanço, distribuiu dividendos com base em resultados que não existiram, transferiu dinheiro que não existia para o fundo de pensão dos funcionários e, um dia, o castelo de cartas caiu. Houve condenação das pessoas envolvidas. A maior empresa de auditoria do mundo, a Andersen, que auditava a Enron, nem existe mais. No caso do Brasil, não foi diferente. O governo anunciou resultados, distribuiu recursos e prometeu políticas com base em números que não correspondiam à realidade. Do meu ponto de vista, é grave. Se é crime ou não, eu deixo para os juristas avaliarem.”

    O artigo fala da importância dos assuntos fiscais para um país. Ele foi escrito pelo Carlos Góes, um pesquisador-chefe do Mercado Popular. Ignorem o portal do artigo, mas o texto foi postado lá: http://veja.abril.com.br/blog/

    Agora só mais dois comentários:

    1. Comentei em outro post sobre o QE. Não concordo com o sistema eleitoral atual, sou a favor de que ele seja distrital puro. O que queria mostrar no post é que a história dos 36 eleitos é só uma meia verdade.

    2. Sobre o corte de ministérios. Realmente, dentro do orçamento da união, cortar ministérios é algo mínimo, mas traz algumas vantagens: diminui o número de comissionados, reduz a burocracia e, principalmente, manda um sinal importante para o Mercado – mostra que o governo está empenhado em realizar um ajuste nos gastos.

    Bom, é isso.

    Me desculpem pela quantidade de texto e por qualquer disparate cometido.

    Abraço e continuem com o ótimo trabalho.

  10. (Esse posts é novo, não postei no mamilos)
    Desculpem a quantidade de posts. Queria comentar ainda mais coisas, mas não quero encher a caixa de vocês.
    Vou reiterar o que falei nos posts das pedalas: assuntos fiscais não são pouca coisa. Grande parte da nossa crise é explicada pela irresponsabilidade fiscal dos nossos governantes. Nossas crises histórias sempre tiveram problemas fiscais como uma variáveis importantes, por isso a LRF é um dos maiores feitos da nossa nova república.

    Vou deixar mais dois links: uma entrevista e um artigo. Eles são de fácil entendimento (não precisa entender de finanças públicas) e são bem interessantes.
    A entrevista é do Marcos Lisboa, um dos nossos maiores economistas e presidente do Insper. Ele foi secretario de políticas econômicas no primeiro governo Lula e foi um dos responsáveis pelas diversas reformas que deram a base para o crescimento dos anos anteriores. Além disso, ele (junto com o Ricardo Paes de Barros) trabalhou na criação e implantação do Bolsa Família.
    Link: http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,e-bem-dificil-tocar-reformaem-governo-de-transicao,10000027703
    Vou destacar um trecho bem interessante sobre as pedaladas:
    “Em termos de contas públicas, o que houve foi grave. Acho até que o termo pedalada é inadequado. O que aconteceu foi uma maquiagem das contas públicas. Foram apresentados como resultado do orçamento, das despesas e receitas do governo federal, números que não correspondiam à realidade. Numa empresa privada, isso é crime. A gente ainda se lembra do caso da Enron. Era a maior empresa de energia do mundo. Maquiou o balanço, distribuiu dividendos com base em resultados que não existiram, transferiu dinheiro que não existia para o fundo de pensão dos funcionários e, um dia, o castelo de cartas caiu. Houve condenação das pessoas envolvidas. A maior empresa de auditoria do mundo, a Andersen, que auditava a Enron, nem existe mais. No caso do Brasil, não foi diferente. O governo anunciou resultados, distribuiu recursos e prometeu políticas com base em números que não correspondiam à realidade. Do meu ponto de vista, é grave. Se é crime ou não, eu deixo para os juristas avaliarem.”

    O artigo fala da importância dos assuntos fiscais para um país. Ele foi escrito pelo Carlos Góes, pesquisador-chefe do Mercado Popular (aliás, o MP é muito bom, recomendo a leitura dos textos, principalmente os postados até final de 2015!). Ignorem o portal do artigo, mas o texto foi postado lá: http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/economia/fraude-fiscal-e-mais-grave-que-corrupcao/

    Agora só mais dois comentários:
    1. Comentei em outro post sobre o QE. Não concordo com o sistema eleitoral atual, sou a favor de que ele seja distrital puro. O que queria mostrar no post é que a história dos 36 eleitos é só uma meia verdade.
    2. Sobre o corte de ministérios. Realmente, dentro do orçamento da união, cortar ministérios é algo mínimo, mas traz algumas vantagens: diminui o número de comissionados, reduz a burocracia e, principalmente, manda um sinal importante para o Mercado – mostra que o governo está empenhado em realizar um ajuste nos gastos.

    Bom, é isso.
    Me desculpem pela quantidade de texto e por qualquer disparate cometido.
    Abraço e continuem com o ótimo trabalho.

  11. Prezados,

    Não acho que os outros presidentes pedalaram. Houve um descompasso de caixa , mas o saldo foi, em média, positivo. Vocês devem ter visto o gráfico e viram a diferença.

    Quanto aos governadores, nunca vi nenhum estudo consistente sobre as pedaladas deles. Entretanto, caso sejam de gravidade igual a da presidente, impeachment neles.

    Como disse o Gustavo, em um dos comentários, devemos levar a sério assuntos fiscais.

    Um dos motivos da nossa economia não decolar é por causa desse pouco caso que nossos governantes fazem com as contas públicas. O risco Brasil é alto justamente por isso. Os juros são um dos maiores do mundo por isso. Deveríamos aumentar o rigor no que tange ao bom trato das finanças do governo.

    No entanto, eu sei que a Dilma não está sendo “impeachada” por isso. Ela está sendo retirada pela derrocada da economia, pela mentira nas eleições e pela corrupção da Lava-Jato.

    O engraçado é que maior parte do congresso é cúmplice nesses três pontos.

    Isso tudo fez com que ela se tornasse uma presidente extremamente impopular. Os deputados votam contra ela, não apenas pelas vantagens futuras em um eventual governo Temer, mas devido a extrema impopularidade dela frente a seus eleitores.

    Quanto a “honestidade” da Dilma, não acho nem ela nem o PT mais honesto que o Temer (ou até o Cunha). Foi se o tempo que o PT era a reserva moral contra a corrupção do Brasil.

    Abs, Filipe

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