NBW 063 – EXTRA – 18/08/2015

A gente confessa, não iríamos gravar nessa semana. Ulissão está de férias, como dissemos na edição 063, Baratão e Andrézão – ambos – correndo com o trabalho. Mas eis que no domingo, às 22 horas, chega uma mensagem do Baratinha no grupo do NBW no zap zap implorando por uma gravação. Ele disse: “então, eu fiz a cagada de ir na manifestação. Caralho, eu preciso gravar um podcast. Pela minha sanidade mental”. Amigos, que somos, não deixaríamos o baratinha endoidecer. Gravamos, pois!

Nessa edição EXTRA, quem comanda os dados do tabuleiro do WAR é o André. Mas o Ulisses, mesmo de férias, mandou seu pitaco por audio. Está imperdível!

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4 COMENTÁRIOS

  1. Olá galera do NBW, acabei de ouvir o Cast e resolvi comentar imediatamente. Sobre a manifestação, não acho que o objetivo final seja derrubar a presidente, mas sim como o Sen. Aloísio Nunes (PSDB-SP) disse, deixar ela sangrando por 4 anos. Tanto acredito nisso que é muito perceptível o quanto os veículos de mídia aliviaram a mão. O PT está pagando pelas mentiras que disse na campanha, principalmente pelo fato de ter de fazer o que criticava e que disse que não faria “NEM QUE A VACA TUSSA”. Agora, o PSDB não tem moral p/ ser oposição, primeiro porque as medidas são as do programa dele e segundo pelo simples fato de não ser um partido unido. O PMDB é o último grande partido sangue-suga e sinceramente, se o Temer assumisse, acredito que ele seria pior que o Sarney, pois o país está mais fragmentado politicamente que naquela época.
    Agora, sobre a população estar sendo usada como massa de manobra, provavelmente pelo PSDB, eu tenho formação de esquerda em casa e participava de greves e passeatas desde o ensino médio, corria atrás de trio elétrico, divulgação em rádio e políticos. Eu vi dirigentes de esquerda numa reunião pedindo p/ nós estudantes “partimos para cima da polícia” (!) como forma de demonstrar nossa indignação. Ainda hoje se você for em reuniões de facções juvenis de partidos de esquerda tem esses malucos fazendo a cabeça p/ outros se ferrarem, e numa outra veze organizamos uma passeata apartidária a noite de um dia de semana em Santos contra um deputado do PSDB e apareceram 3 caras da UJS numa bicicleta carregando umas 20 bandeiras p/ distribuir no meio p/ parecer que eles estavam envolvidos. Isso é só p/ ilustrar como todos os políticos querem nos usar como massa de manobra independente do lado. Um grande abraço

    • Valeu, Rodrigo! Muito bom o seu comentário, sobretudo sobre a sua experiência pessoal. Concordo 100%.A esmagadora maioria quer usar o povo de massa de manobra, de uma forma ou de outra. Também acho que o objetivo final seja sangrar a Dilma, mas as facções que pretendem tirá-la do poder não são pequenas. E, pode me chamar de esquizofrênico, mas sinto que o FHC está rumando para este lado a passos largos…

      • No caso da aparente união do PSDB em torno do impeachment, acredito que seja cálculo político. Eles estão percebendo que se ficarem em cima do muro estão queimando o próprio capital político. O FHC para não se contradizer, escreveu aquela frase p/ Dilma pedir para sair e até o Geraldo Alckmin decidiu tecer críticas, a diferença me parece muito mais aparência que ação de fato. Nesta manifestação tanto Serra quanto Aécio deram as caras, para testarem sua aceitação. Se continuar nesse passo eles se aplicarão mais em bater no governo, mas apenas na mídia, sem fazer nada de fato, pois caso façam isso, passaria por críticas e ações contra Renan e Cunha e isso poderia azedar a aliança obrigatória que terão de fazer com o PMDB caso consigam o gov. Federal. Mais uma vez obrigado pela atenção e muito sucesso!

  2. Fala, pessoal do NBW!

    Fiquei curioso pra ir a uma manifestação depois do relato do Barata. Confesso que fui surpreendido com o que ele descreveu sobre o clima não ser saudável para discordar. Invertendo a posição política, isso é bem parecido com o que sinto na faculdade de Letras: o pessoal espera uma ressonância da mesma ideia, variando talvez na reação a algo que escape daquela margem de tolerância.

    Meu incômodo com o tom de quem protesta a favor do impeachment é a falta de vivência política dos manifestantes. Tudo é tão novo que facilmente vira uma celebração (daí a brincadeira de páginas como “Humans of Protesto” e “Protesto ou Copa?”). A experiência deles é válida apenas para sentir que não estão sozinhos na indignação. Enquanto os novos manifestantes não fazem ideia, por outro lado, quem faz parte de um coletivo e defende uma minoria já está a par de como proceder numa manifestação, como se portar dentro daquele grupo (e suas variações, violentas ou não) e até calcular, pela própria experiência, se houve sucesso. Ao sermos confrontados com uma posição política diversa tentando usar as mesmas vias de protesto, o que fica é esse desconforto, talvez até um sentimento de pertencimento por aquele método – e isso é natural e passível de zuera.

    A tolerância a pautas mirabolantes precisa ser gigante para que eu consiga participar de uma manifestação; concordo com o Barata nisso, e também com o Ulisses sobre a eficácia de mobilizações de rua.

    Quanto ao tipo do manifestante, uso cabelo comprido e trabalho num escritório na Vila Olímpia, e o padrão “camisa pra dentro da calça” nunca foi meu estilo; mas não consigo enxergar na camisa polo uma brecha para invalidar a reivindicação. Pessoalmente não quero impeachment, mas ler o manifestante da cabeça aos pés é igual a negar alguns argumentos porque o manifestante usa miçanga e chinelo de dedo. Mas o desconforto é um primeiro baque natural.

    Deixo uma pergunta pro Ulisses: guardado o contexto político dos anos 90, o impeachment do Collor prejudicou as instituições e a democracia?

    Valeu pelo podcast e pela sinceridade no relato! Abração!

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